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10/06/2008 - 18h14

GM faz comercial prometendo usar menos petróleo

Da Redação, com agências
A televisão norte-americana tem data marcada para exibir um comercial que pode se tornar histórico: no próximo dia 22 a General Motors, maior fabricante de automóveis dos Estados Unidos, veicula um filmete em que promete mudar sua relação com os combustíveis. "Querido petróleo", dirá o texto, redigido como se fosse uma carta pedindo um tempo num namoro, "tivemos um relacionamento ótimo por muito anos, mas agora achamos que seríamos mais felizes e mais saudáveis se nos víssemos menos" (o negrito é por nossa conta).

O bem-humorado comercial será mostrado em primeira mão no programa Meet the Press, que é transmitido pela rede NBC, dos EUA, segundo afirmou numa reunião corporativa a principal executiva de marketing da GM, Katherine Benoit. De acordo com a publicação Advertising Age, a peça foi produzida pela agência McCann-Erickson. Não são incomuns anúncios de empresas petrolíferas -- como a britânico-holandesa Shell e mesmo a brasileira Petrobras -- fazendo menção ao meio ambiente e exaltado suas ações institucionais para não destruir o planeta. Mas, salvo engano, uma fabricante de automóveis esnobando o petróleo (e, portanto, a gasolina e o diesel) é algo inédito.

O comercial da GM chega num momento em que o preço do barril do petróleo bate sucessivos recordes em sua cotação, e as vendas de picapes e SUVs, grandes gastadores de combustível, sofrem quedas violentas nos EUA, forçando montadoras como a própria GM e -- particularmente -- as combalidas Ford e Chrysler a rever seus planos, sua previsões de faturamente e, claro, a quantidade de empregos que oferecem. Cortes são uma constante na Chrysler, e a Ford recentemente anunciou um talho de até 12% no quadro de funcionários.

A GM fará outras peças publicitárias tocando em assuntos "verdes", e usará o tema ao longo da cobertura das Olimpíadas de Pequim na NBC, que terá patrocínio da montadora. No entanto, campanhas para os modelos da GM que rodam com E85 (mistura de 15% de gasolina e 85% de etanol, geralmente de milho) foram suspensas, devido à baixa disponibilidade do combustível nos postos dos EUA.

Discurso e prática
Em algum momento nos próximos dois anos, a GM deve colocar no mercado o carro elétrico Volt, que já vem sendo citado até mesmo em propagandas aqui no Brasil. No entanto, o provável alto preço do carro no mercado dos EUA, de cerca de US$ 47 mil (com mais um punhado de dólares é possível comprar, lá, três Honda Civic), ainda é um entrave para sua produção.

Mas, como ninguém é perfeito... A GM dos EUA também acaba de anunciar incentivos de até US$ 6.000 para compradores de novas unidades de picapes e SUVs da marca. A medida busca tirar o medo dos compradores habituais desse tipo de veículo que podem estar apenas adiando o negócio, à espera de combustível mais barato. De acordo com as contas de uma publicação especializada, o valor do desconto oferecido pela GM pode garantir um ano de tanque cheio aos motoristas.

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