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24/05/2008 - 15h25

Weber F1 é feio, mas é rápido demais

Da Auto Press
Divulgação
Formas do Weber F1 são pensadas para melhorar aerodinâmica
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As linhas sofisticadas e o jeito agressivo dos superesportivos ficaram de fora. O que interessa para a Weber Sportscars é a velocidade. E seu "puro-sangue" F1 dispensa preocupações estéticas mais profundas e prima somente pela rapidez. Trata-se do carro mais veloz e com maior aceleração do mundo.

O F1 (que quer dizer "Faster One", ou "O Mais Rápido") vem para bater o Bugatti Veyron e o SSC Ultimate Aero, que até então eram respectivamente o mais "acelerado" e o mais veloz do mundo. O Weber F1 igualou-se ao Veyron no quesito aceleração e faz de zero a 100 km/h em apenas 2,5 segundos. Quanto à velocidade máxima, o bólido chega aos 420 km/h, e derruba a marca do Aero, de 413 km/h, mas que ainda permanece registrado no livro dos recordes como o carro de rua mais rápido do planeta.

A despeito de sua despreocupação com o design, o visual do F1 tem personalidade própria, sendo bastante diferente dos concorrentes. Mas é debaixo da carenagem que está o que realmente interessa: o motor V8 de 7.0 litros, o mesmo usado no LS7 do Chevrolet Corvette Z06, só que "envenenado". A Weber Sportcars ainda combinou alta tecnologia e aerodinâmica arrojada para conseguir ultrapassar tantos recordes.

Motor furioso
Com impressionantes 910 cv de potência e 107 kgfm, a máquina chega a 200 km/h em 6,6 segundos e a 300 km/h a 16,2 segundos. Tanta velocidade é adquirida pelo desempenho do motor e pelo design do carro -- que o deixa feioso, mas com baixa resistência ao ar. Outro ponto que favorece a velocidade é peso. O F1 é feito de fibra de carbono, material ultraleve e resistente, resultando um peso total de 1.100 kg. As seis marchas do câmbio semi-automático seqüencial são trocadas no volante.

No capô, dois vincos em cunha que, de acordo com o fabricante, favorecem a aerodinâmica. Duas tomadas de ar compõem com os faróis uma cara agressiva para o F1. Já de praxe para os superesportivos, o motor fica no entre-eixo traseiro, que se destaca também pelo aerofólio e pelos dois canos de escapamento. À frente das rodas traseiras, duas entradas de ar para o motor. A tração do supercarrro é integral, o que aumenta estabilidade e aderência. A suspensão utiliza braços sobrepostos e os freios possuem sistema ABS.

Quem vai dentro
Na parte interna o que se vê não é um acabamento primoroso. A impressão é que investiu-se tanto no exterior e no motor, que o interior foi esquecido. Não há inovações em tecnologia ou em estética. São tantos botões distribuídos pela base do console central que até pilotos de avião ficariam confusos.

O tom de modernidade está presente nos marcadores de velocidade e nos conta-giros, em cristal. Apesar disso, o atrativo fica mesmo por conta do volante, que não segue a linha dos arredondados, tendo um corte na parte superior, feito em couro e cromado ao centro. Além disso, ele possui comandos para mapeamento do motor, sistema de controle de tração e velocidade.

O F1 tem capacidade para duas pessoas e mede 1,15 metro de altura, 4,50 m de comprimento e 2,04 m de largura. O modelo bicolor apresentado custa cerca de 1 milhão de euros (o equivalente a R$ 2,6 milhões de reais), o que não deixa dúvidas de que o carro impressiona mesmo, em todos os sentidos. (por Karina Craveiro)

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