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13/05/2008 - 14h02

Com rastro de poeira e certo luxo, Land Rover faz 60 anos

Da Auto Press
A Land Rover chega aos 60 anos carregada de lama. A história começa na Inglaterra, onde passa pelo crivo do mitológico primeiro-ministro inglês Winston Churchill, e chega até a Índia. Nascido nos incertos anos do pós-guerra e visando a grande demanda por utilitários 4x4 das áreas rurais, no dia 30 de abril de 1948, no Salão de Amsterdã, surgiu o Land Rover Série I.

Esse veículo já foi há tempos banido das linhas de montagem, mas seus traços são, até hoje, inspiração para o utilitário mais tradicional da montadora: o Defender. Atualmente, a Land tem mais quatro modelos: Range Rover Vogue, Range Rover Sport, Discovery 3 e Freelander 2.

Depois do início da produção do Série I, o utilitário ainda ganhou mais três gerações. O Série II sucedeu o pioneiro entre 1958 e 1961. Em seguida, veio o "quase idêntico" Série IIA, que trazia um novo propulsor. Um 2.25 diesel foi agregado à linha, que já contava com um 2.0 a diesel e a gasolina e o 2.25 a gasolina. O Série III, último da "dinastia", foi o mais comercializado da Land Rover, com mais de 440 mil unidades construídas em seus 14 anos de produção. Em 1985, o "come-terra" britânico saiu de linha para ceder lugar ao Defender, que surgiu dois anos antes.

Mas nem só de poeira é escrita a história da montadora britânica. A marca tem toques de requinte. Com o lançamento da Range Rover, em 1970, nasceu o primeiro off-road de alto luxo já produzido. O conceito foi aprimorado e aplicado depois em modelos como BMW X5, Mercedes-Benz ML, Audi Q7 e Porsche Cayenne.

Passados os anos, o Range Rover ganhou duas outras gerações -- a primeira durou 25 anos, de 1970 a 1995. A mais recente, que estreou em 2002, perdura até hoje, com a configuração Vogue. Já a versão Sport apareceu dois anos depois.

Agregado à gama de luxo dos Range Rover, o Discovery foi uma saída mais barata para atrair os consumidores com "menor" poder aquisitivo. Desde que foi lançado, em 1989, o automóvel já passou por três gerações. A última começou a ser produzida em 2005.

Em terras brasileiras
O modelo que, literalmente, mais se aproxima do território verde-amarelo é o Defender. Em 1998 o veículo começou a ser construído no Brasil, na fábrica da Karmann Ghia, em São Bernardo do Campo, no ABC. A marca, porém, iniciou suas atividades no país como importadora bem antes, em 1991.

Porém, o "carro da vez" nas 26 concessionárias nacionais é o Freelander 2. O SUV surgiu em 1996 e hoje está na sua segunda geração, lançada há dois anos. É de longe o mais popular por aqui, responsável por 54,6% das vendas da marca no Brasil. A primeira versão do modelo, inclusive, carrega um fato histórico para a montadora e ainda raro entre os utilitários esportivos: foi o primeiro SUV da fabricante a ser construído em estrutura de monobloco. Na época, a montadora era subsidiária da BMW.

Aliás, a marca já passou pelas mãos de muita gente. Das mais recentes, a Rover dominou a montadora de 1986 a 1988, e a British Aerospace de 1988 a 1994. A partir de então, o sotaque inglês se esvaiu. A BMW controlou a marca de 1994 até 2000, e a Ford entre 2000 e 2008. Atualmente, a montadora passa por uma transição. Em março, a emergente Tata Motors, da Índia, comprou da Ford a Land Rover e a Jaguar, por um valor estimado em US$ 2,3 bilhões (R$ 5 bilhões).

Todos os cinco modelos da Land Rover são comercializados no Brasil. O Defender 90 parte de R$ 139 mil, o 110 começa em R$ 144 mil e o 130 cabine dupla custa R$ 140 mil. O Discovery 3 tem preço sugerido de R$ 159.900. A versão de entrada do Freelander inicia em R$ 132 mil, enquanto o Range Rover Sport começa em R$ 275 mil. O mais caro é o utilitário de luxo Range Rover Vogue, cuja "versão básica" começa em R$ 380 mil. História e tradição também têm seu preço. (por Bernardo Feital)

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