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02/05/2008 - 20h53

Impressões ao dirigir: Frontier, entre a lama e o asfalto

Da Auto Press
É difícil encontrar uma pícape média bem definida. Os exemplares disponíveis costumam ter um ótimo comportamento na cidade e decepcionar no fora-de-estrada, ou ao contrário. A nova geração da Nissan Frontier, porém, achou o meio-termo. Razões para explicar essa versatilidade são muitas: bom jogo de suspensão, motor com ótimo torque, câmbio automático bem escalonado e rigidez torcional bem dosada em ambas as situações. Tanto que a estabilidade no asfalto é uma das virtudes que mais chamaram a atenção no veículo.

A carroceria rola, é verdade, mas só mesmo ao abusar dos limites de velocidade é que o veículo joga a traseira. Em velocidades civilizadas, as curvas são feitas sem sustos. Nas retas também não há surpresas desagradáveis. Aquela tradicional flutuação só é sentida próximo da máxima de 165 km/h, e a comunicação rodas/volante se mantém em bom nível. Nas freadas bruscas a traseira levanta um pouco, mas o modelo não sai da trajetória e é auxiliado pelo ABS e EBD. Em trechos com lama pesada ou escorregadia, é só engatar a tração 4x4 e colocar a marcha em segunda e terceira para segurar bem o veículo e enfrentar os trechos pouco convidativos.

O desempenho da SEL se mostra ainda mais divertido principalmente pelo ótimo torque de 41,1 kgfm, já disponível aos 2.000 rpm. E basta pisar no acelerador para o motor 2.5 litros turbo-diesel encher bem e promover retomadas eficientes. O 60 km/h a 100 km/h foi obtido em 7,3 e 6,9 segundos, em Drive e quarta, respectivamente. No fora-de-estrada, a força aliada ao eficiente sistema de tração credenciam a picape tailandesa a enfrentar trechos elameados e esburacados em excesso com desenvoltura.

A vida a bordo, porém, deixa claro que a SEL foi pensada também para oferecer conforto. Na fileira da frente, há um bom espaço para pernas e cabeças, a posição de dirigir é facilmente encontrada, e a manobrabilidade, auxiliada pela boa visibilidade. A ergonomia só peca em relação aos comandos centrais do rádio e do ar-condicionado.

Atrás, o acesso é dificultado pelas portas estreitas -- problema inerente ao segmento de picapes médias cabine dupla -- e o vão para as pernas deixa um pouco a desejar. De fato, apenas dois adultos e uma criança viajam sem apertos. Na hora de abastecer, o modelo avaliado fez a média de 6,4 km/l. Apesar de ser automático, trata-se de um consumo sofrível para um veículo a diesel. (por Fernando Miragaya)

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