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30/04/2008 - 10h36

GM divulga prejuízo de US$ 3,25 bilhões

Da Reuters
Em Detroit (EUA)
A General Motors divulgou nesta quarta-feira (30) prejuízo no primeiro trimestre por conta de uma custosa greve de fornecedores, demanda em queda em relação a seus veículos mais lucrativos e encargos relacionados a ex-subsidiárias. Apesar disso, o resultado superou expectativas de Wall Street, e as ações da empresa subiam no pregão eletrônico.

A companhia sofreu um encargo de US$ 1,45 bilhão relacionado a seu investimento remanescente na companhia financeira GMAC, e encargo de US$ 731 milhões por exposição da montadora à fornecedora de autopeças e ex-subsidiária Delphi.

Com isso, a GM divulgou prejuízo líquido de US$ 3,25 bilhões, ou US$ 5,74 por ação, comparado com um ganho de US$ 62 milhões, ou US$ 0,11 por ação, um ano antes. A receita caiu para US$ 42,7 billhões, comparado a um faturamento anterior de US$ 43,4 bilhões.

Excluindo os itens excepcionais, a montadora teve um prejuízo no primeiro trimestre de US$ 350 milhões, ou US$ 0,62 por ação. Em média, analistas esperavam que a GM divulgasse prejuízo de US$ 1,67 por ação.

No Brasil, a GM acaba de abrir o terceiro turno de trabalho na unidade de São Caetano do Sul (ABC paulista). É a primeira vez que isso acontece.

Ruim, mas bom
O vice-presidente financeiro da montadora, Ray Young, disse a analistas que pode ter subestimado a força das vendas da GM em mercados emergentes e no progresso que o grupo tem conseguido em termos de redução de custos na América do Norte.

"Os números não parecem muito bons, mas quando os analisa... Eu sinto que o primeiro trimestre foi muito encorajador", disse Young a jornalistas.

As vendas globais da GM no primeiro trimestre caíram quase 1%, para 2,25 milhões de veículos, ficando bem atrás da Toyota Motor, que obteve aumento de quase 3%, para 2,41 milhões de unidades.

A GM e a Toyota ficaram praticamente empatadas em 2007 na primeira colocação entre as montadoras mundiais de veículos, com a GM ligeiramente à frente da companhia japonesa, caso se incluíssem as vendas de uma joint-venture que possui na China.

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