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26/04/2008 - 09h00

Spark pode enfrentar chineses no Brasil

Da Auto Press
Marcas chinesas, como Chana, Effa Motors e Chery, acenam com preços baixos e se movimentam para vender no Mercosul seus carros compactos. E, para se defenderem dessa ameaça, as montadoras já instaladas por aqui buscam uma solução, uma espécie de plano B, para enfrentar a nova concorrência.

No caso da gigante norte-americana General Motors, a solução aponta para o pequeno Chevrolet Spark, que a montadora comercializa em países como Uruguai e Venezuela. Pelas mesmas razões estratégicas, o carrinho pode acabar vindo parar do Brasil.

O simpático hatch é fabricado na Coréia do Sul e montado na cidade de Valência, na Venezuela. Ele herda a plataforma e o design do subcompacto Matiz, da Daewoo, marca incorporada à holding GM em 2001. Com preço na Venezuela entre 18.575 e 26.111 bolívares, o Spark viria para cá custando entre R$ 18 mil e R$ 22 mil, já com ar-condicionado e direção hidráulica de série.

O hatch teria condições de brigar com o M100, da Effa, que está sendo anunciado (mas ainda não vendido) no Brasil por R$ 22,9 mil, já bem completinho -- ar, vidros, trava etc. E o Spark (o nome significa faísca, em inglês) tem um motorzinho bem semelhante aos usados nos compactos de entrada no Brasil: um propulsor 1.0 litro de quatro cilindros em linha, a gasolina, que gera 63 cv de potência a 5.400 rpm.

As medidas do Spark deixam claro a idéia de privilegiar o uso urbano. Ele é altinho, mas estreito e pequeno: tem só 3,49 metros de comprimento e 1,49 m de largura, mas 1,50 m de altura e um entre-eixos de 2,34 m -- apenas 3 cm menor que o de um Fiat Palio.

O design, por outro lado, não escapa do visual "caixotinho". A frente robusta tem vincos bastante marcados no capô. O conjunto óptico traz desenho irregular. Na base triangular fica a luz de direção; no contorno superior arredondado fica o farol propriamente dito.

Redondas
Entre o pára-choque e o capô há uma discreta entrada de ar. Integrada ao pára-choque há uma saia dianteira, com a entrada de ar principal. Faróis de neblina ficam instalados também nessa saia.

Na parte traseira, lanternas redondas dão um ar meio retrô ao carrinho. e se equilibram bem no vértice que une o vidro traseiro e a tampa. Na lateral, a linha de cintura é alta e em ângulo acentuado -- mais baixa na frente e mais alta atrás.

No interior, a oferta de porta-objetos é generosa: um abaixo do volante e dois acima do painel do lado do carona, além de porta-luvas. Os comandos e saídas de ar são iguais aos do Celta. No console central, ficam os instrumentos analógicos. Atrás do volante, apenas um pequeno quadro de luzes-espia. Todo o acabamento é feito com materiais bem simples. E bem de acordo com o segmento em que o Spark brigaria no Brasil. (por Karina Craveiro)

DIRETO DO URUGUAI, AS PRIMEIRAS IMPRESSÕES DO SPARK
Com estética interessante e bom acabamento, o Spark se destaca por vários aspectos. No interior, os bancos dianteiros são cômodos e permitem ajustes de posição. O passageiro que viaja no banco traseiro tem espaço confortável para as pernas, o que é bom para uma pessoa mais alta.
Os porta-objetos são bem distribuídos, assim como os comandos do ventilador e a entrada do ar-condicionado. Os instrumentos posicionados no centro do painel proporcionam boa leitura para o motorista. A direção hidráulica é eficiente, assim como o câmbio, de boa precisão. A primeira impressão que se tem é que a distância entre os pedais de freio e embreagem são pequenas demais. Como aspecto negativo, temos as colunas dianteira, mais grossa que as habituais, que comprometem um bom campo de visibilidade.
Com o Spark em movimento surge talvez um dos maiores atributos do hatch: o silêncio. Praticamente não se escuta o motor. Na estrada o carrinho se comporta bem nas curvas com velocidade, sem inclinar-se demais. Em suma, estamos diante de um bom automóvel, ideal para cidade. Quem dirige se esquece que está dentro de um veículo compacto.
(por Luís Piedra-Cueva, do AutoAnuario)

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