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17/04/2008 - 11h11

Executivo prevê que GM, Ford e Chrysler vão virar duas

Da Redação
As três grandes montadoras norte-americanas, General Motors, Ford e Chrysler, ainda não chegaram ao ponto mais grave da crise que atinge a indústria automotiva dos Estados Unidos. Para sobreviver, terão de mudar seu modelo de negócios.

As afirmações são de Timothy Leuliette, citado pelo "Automotive News" como o influente presidente da Leuliette Partners, firma fornecedora da indústria automotiva norte-americana. O executivo acredita que o preço dos combustíveis pode aumentar ainda mais, o que agravaria a situação das três montadoras de Detroit -- as quais demoram a encontrar soluções que atendam às demandas por economia de petróleo e preservação ambiental.

Para Leuliette, que falou durante o congresso internacional da SAE (Society of Automotive Engineers), é provável que nos próximos 18 meses ocorra algum tipo de fusão entre as três empresas.

Ele pode estar prevendo a junção da Chrysler -- que separou-se da Daimler e passa por uma reestruturação mais aguda -- a uma das outras duas montadoras. A empresa, hoje sob controle de um fundo de investimentos internacional, oficializou esta semana uma parceria com a Nissan, a qual resultará na venda do Tiida sedã sob sua marca (inclusive no Brasil) e no desenvolvimento de ao menos um novo produto.

O executivo lembrou que outros setores da economia dos EUA mudaram ao longo do tempo, perdendo as características de monopólio ou oligopólio -- como as redes de televisão conhecidas como "três irmãs", ABC, CBS e NBC, que já detiveram 90% do mercado e hoje contam com apenas 34%.

"Atualmente, a capitalização no mercado da Hyundai é de US$ 17 bilhões, mais que a Ford (US$ 14,3 bilhões), General Motors (US$ 11,7 bilhões) e Chrysler (US$ 5 bilhões). Isso dá uma medida do valor de cada companhia", encerrou Leuliette.

O congresso da SAE encerra-se nesta quinta (17) em Detroit, e este ano é organizado pela própria Chrysler.

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