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04/04/2008 - 19h29

Impressões ao dirigir: espaço e estabilidade compensam câmbio

Da Auto Press
O que chama a atenção assim que se entra na Grand Scénic é o espaço interno e o conforto. Os bancos são convidativos, há ótimo vão para pernas e cabeças, o acesso ao habitáculo é fácil e há uma boa oferta de porta-objetos. O motorista ainda dispõe de uma posição para dirigir elevada e com uma ergonomia bastante eficiente, com fácil controles dos comandos sem a necessidade de se desviar o olhar ou o corpo para mexer nos instrumentos, e uma visualização facilitada pelas amplas janelas.

FICHA TÉCNICA
Motor:Gasolina dianteiro, transversal, 1.998 cm³, quatro cilindros em linha, duas válvulas por cilindro e comando simples de válvulas no cabeçote. Injeção eletrônica multiponto seqüencial e acelerador eletrônico.
Transmissão: Câmbio automático de quatro velocidades à frente e uma a ré com opção de trocas seqüenciais. Tração dianteira e controle eletrônico de tração.
Potência máxima: 138 cv a 5.500 rpm.
Torque máximo: 19,1 kgfm a 3.750 rpm.
Diâmetro e curso: 82,7 mm x 93,0 mm.
Taxa de compressão: 9,8:1.
Suspensão: Dianteira pseudo-McPherson, com braço inferior retangular, molas helicoidais, amortecedores telescópicos hidráulicos e barra estabilizadora. Traseira do tipo eixo flexível com pontos de fixação exteriores e deformação programada, com molas helicoidais e amortecedores telescópicos hidráulicos. Controle eletrônico de estabilidade.
Freios: A discos ventilados na frente e a discos sólidos atrás. ABS, EBD e assistente de frenagem de emergência.
Carroceria: Monovolume médio em monobloco, com quatro portas e sete lugares. 4,49 metros de comprimento, 1,81 m de largura, 1,63 m de altura e 2,73 m de entre-eixos.
Peso: 1.645 kg em ordem de marcha.
Porta-malas: 200 litros com os bancos da terceira fileira armados, 550 litros com os bancos da terceira fileira escamoteados e 1.920 litros com a segunda e a terceira filas rebatidas.
Tanque: 60 litros.
Renault Grand Scénic Dynamique 2.0 16V
Manobrar, então, é tarefa ainda mais tranqüila. Apesar da generosa largura do modelo, as janelas traseiras e os retrovisores grandes, aliados aos sensores de obstáculos na frente e atrás, auxiliam o condutor a colocar o monovolume até em vagas pouco convidativas. O quesito manobrabilidade só fica prejudicado mesmo pela manopla do câmbio, bastante dura. Mas, como se trata de uma transmissão automática, há pouco manuseio.

Mas é esse mesmo câmbio que compromete um pouco o desempenho da Grand Scénic. Na verdade, são suas limitadas quatro velocidades que seguram os 138 cv do motor 2.0 16 V. As marchas são esticadas em demasia, o que compromete as arrancadas. O torque máximo de 19,1 kgfm só obtido aos 3.750 giros também atrapalha a performance da Grand Scénic nas retomadas e trechos de subida, onde o câmbio, mais uma vez, tende a ficar indeciso e a apresentar buracos e trancos. O resultado é um consumo também apenas regular, de 6,9 km/l.

De qualquer forma, foi possível chegar à máxima de 186 km/h registrada no velocímetro digital do belo quadro de instrumentos da minivan. O que mais impressiona nesse momento é, além do isolamento acústico quase perfeito, o comportamento estável da Grand Scénic. A comunicação do volante com as rodas se mantém precisa em altas velocidades e a parte dianteira do modelo não flutua em nenhum momento. Nas curvas, o modelo também não decepciona. Mesmo ao abusar da velocidade, torce bem pouco a carroceria e não faz menção de rolagem.

É verdade que a Grand Scénic conta com controles eletrônicos de estabilidade e de tração, além de outros itens de segurança como ABS e EBD, que ajudam na eficiência do modelo em frenagens bruscas. Mas o recheio da minivan é mesmo uma de suas muitas qualidades. E contribui ainda mais para o bem-estar a bordo, um dos propósitos principais do monovolume francês. (por Fernando Miragaya)

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