UOL Carros
 
24/03/2008 - 22h02

Impressões ao dirigir: difícil é achar defeito no Jetta Variant

Do editor de UOL Carros
Num test-drive de cerca de 250 km em estradas de boa e razoável qualidade, o Volkswagen Jetta Variant mostrou-se agradável de conduzir -- e de ser conduzido nele. Mas, antes, o lado de fora: o carro possui um design mais interessante que os de seus concorrentes. Só a grade frontal de contorno cromado e os faróis com dois canhões redondos bem destacados já dão um baile na relativa caretice do segmento. Mas não chega a haver "esportividade", tal como apregoado por representantes da Volkswagen. Esse carro não é uma Parati.

Por dentro, O motorista subjuga com facilidade um motor bem maior e mais forte que a média dos carros de passeio que circulam no Brasil. A "conversa" entre volante e rodas, e principalmente entre suspensão (independente McPherson à frente, Multilink atrás) e piso, não comporta estridências. É tudo muito suave. Os pneus 225/45, que calçam rodas de 17 polegadas, parecem deslizar sobre trilhos.

Divulgação
Motor do Jetta Variant tem 2.5 litros, cinco cilindros e gera 170 cv
FICHA TÉCNICA OFICIAL
VW QUER VENDER 3.000 JETTA
Ressalvas: o câmbio Tiptronic, quando no modo automático, às vezes troca a marcha antes ou depois do que o motorista gostaria. Infelizmente, ele não pode ler pensamentos. E o carro pareceu um pouco lento em algumas retomadas, especialmente partindo de velocidades mais altas (como 90 km/h).

O nível de ruído na cabine é baixo, e o acabamento é sóbrio e exato -- à altura do que se vê nos melhores carros da Volkswagen na Europa. Quem puder, deve avaliar a aquisição dos bancos de couro (que têm opção de cor bege, que dá um toque bem gringo ao interior), os quais incluem aquecimento e apoio lombar -- delícias para quem não anda muito bem das costas.

Numa parte do test-drive, UOL Carros fez questão de viajar no banco traseiro -- uso costumeiro das muitas "pessoas jurídicas" que compram carros desse tipo. Ali, dois passageiros acomodam-se bem, com o braço descansando no generoso apoio central (o mesmo que, recolhido, tira um pouco do conforto de um eventual 5º passageiro). O entre-eixos de 2,58 metros -- no total, o Jetta Variant mede 4,55 metros -- é mais do que suficiente para poupar quaisquer joelhos.

Na verdade, é difícil encontrar o que criticar num carro como esse. Mas, como é um dever tentar fazê-lo, vamos lá: o Jetta Variant só bebe gasolina (não há qualquer previsão de um propulsor bicombustível) -- e bebe com muita sede: embora a Volkswagen anuncie um consumo médio de 13,6 km/l na estrada, a unidade testada não fez mais do que 8,5 km/l nessa mesma condição. (Cláudio de Souza)

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