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22/03/2008 - 15h00

Rolls-Royce Phantom Coupé leva magnata ao volante

Da Auto Press
Mais que impressionar pelo prazer de dirigir, os modelos da Rolls-Royce sempre primaram por oferecer muito conforto e altíssimos padrões de luxo. Duas propostas que o novo Phantom Coupé mantém, só que acrescidas de uma boa dose de diversão.

Apresentado pela montadora britânica no Salão de Genebra, na Suíça, o requintado cupê chama a atenção por sugerir uma nova relação com seu proprietário. Em vez de entronar-se no banco traseiro enquanto o chofer dirige, a versão cupê do Phantom busca exatamente trazer o proprietário para o comando das ações. Ou seja, logo atrás do volante.

A ousada idéia de tirar o proprietário de um Rolls-Royce de seu lugar habitual -- o banco de trás -- encontra muitos estímulos no modelo. Um deles é o ar esportivo do cupê. Seu extremo requinte é outro. O interior do Phantom Coupé, por exemplo, é todo revestido em couro e adornado por materiais finos, como madeira, aço escovado e carpetes. Não há sequer um detalhe feito em plástico.
Divulgação

Desafio do RR Phantom Coupé é tirar o dono do banco de trás e colocá-lo no lugar do motorista -- e pelo menos 200 ricaços já toparam


A sofisticação, no entanto, surge também onde os olhos não vêem. Com estrutura em alumínio, o cupê inglês tem longos 5,61 metros de comprimento, 1,98 m de largura e 1,59 m de altura, além de 3,32 m entre os eixos, exatos 25 centímetros a menos que o Phantom sedã.

A mudança foi estratégica: deixou o cupê com distribuição de peso de 48,5% no eixo dianteiro e 51,5% no traseiro, bem próxima do equilíbrio simétrico por eixo. O modelo ainda ganhou maior rigidez na suspensão, composta de braços duplos na frente e braços múltiplos atrás, e na direção, para deixá-lo mais firme e prazeroso de dirigir.

A busca pela estabilidade foi tão privilegiada que é possível ver duas barras estabilizadoras presas à cabeça dos amortecedores, passando por dentro do compartimento do motor. Todos sinais da presença da engenharia da BMW, marca alemã que controla a Rolls-Royce e que aplica os mesmos princípios em seus modelos.

Supermotor
Outro destaque mecânico é o motor 6.75 litros V12, também utilizado nas versões sedã e cupê-cabriolet do modelo inglês. Dotado de injeção direta de combustível e comando de válvulas com variação de abertura e fechamento, a moderna unidade de força produz 453 cv de potência e um vigoroso torque máximo de 73,4 kgfm aos 3.500 rpm, com 75% da força total -- ou seja, 55 kgfm -- despejados já a partir dos mil giros. Com a boa disposição, o Phantom Coupé acelera de zero a 100 km/h em 5,8 segundos e chega à máxima limitada de 250 km/h.

No visual, o cupê robusto e elegante segue as linhas clássicas da Rolls-Royce, destacadas no capô longo, nos traços retos nas laterais e na baixa estatura, com cintura alta e área envidraçada afilada. Na frente, o desenho é praticamente o mesmo do Phantom convencional, com exceção da fileira de leds acima dos faróis redondos. Já na traseira o destaque é a tampa da mala dividida em duas partes, com uma que sobe e outra que se abre feito bandeja de caçamba de picape. A mala comporta razoáveis 395 litros.

Divulgação

Interior do Phantom Coupé é escadalosamente luxuoso; acabamento não tem nada em plástico
Vem com tudo
Nas laterais, as portas que se abrem de frente para trás (popularmente chamadas de "portas suicidas") são um charme a mais. Seu maior benefício é, sem dúvida, facilitar o acesso ao interior. Até porque dentro do Phantom Coupé há quase tudo que se possa desejar em um automóvel: bastante espaço, bancos largos e aconchegantes, iluminação farta, vasta quantidade de porta-objetos, além de singelos adornos. Entre eles, chamam a atenção um relógio analógico no centro do painel, que esconde uma tela de navegação, e o teto composto por centenas de cabos de fibra ótica, cuja iluminação das pontas simula um céu estrelado.

Até mesmo o sistema de áudio ostenta imponência e exclusividade: traz 15 alto-falantes, dois subwoofers e um amplificador de nove canais, todos da marca Lexicon, com potência total de ensurdecedores 420 watts. São tantos incrementos que itens como ar, direção, trio, freios com ABS, controle eletrônico de estabilidade, airbags e até câmaras de vídeo para manobras se tornam detalhes.

Assim, não é de se espantar que as 200 unidades limitadas do Phantom Coupé já tenham sido arrematadas. Surpreendente mesmo é a Rolls-Royce ter vendido todas as unidades do cupê em apenas uma semana, já que o modelo custa caríssimos US$ 400 mil (algo em torno de R$ 700 mil).

(por Diogo de Oliveira)

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