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25/02/2008 - 14h03

GM confirma importação do crossover Captiva

Da Redação, com Auto Press*
A General Motors do Brasil anunciou oficialmente nesta segunda-feira (25) que vai importar o crossover Captiva para o Brasil. A comercialização deve começar no segundo semestre. Segundo a GM, o Captiva será uma das atrações da marca no Salão do Automóvel de São Paulo, em outubro.

"Nossos estudos indicaram que o Captiva Sport é a melhor opção para o Brasil no segmento de utilitários esportivos. É um modelo moderno e com um forte apelo no que diz respeito à segurança e ao desempenho", afirma Jaime Ardila, presidente da GM do Brasil e Mercosul.

Exclusivo: como é dirigir o Captiva

A decisão de importar o Captiva, segundo Marcos Munhoz, diretor geral de marketing e vendas da GM do Brasil, deve-se ao "forte crescimento do mercado de utilitários esportivos de luxo no Brasil".

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O Captiva chega no segundo semestre e terá como rivais o Ford Edge, o Dodge Journey e o Honda CR-V; carro deve custar ao menos R$ 80 mil
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É verdade -- tanto que, no mesmo nicho, a Ford vai trazer logo mais o Edge, e a Chrysler deve vender por aqui o Dodge Journey. Juntamente com o Captiva, eles formarão uma trinca de "novos" crossovers (veículos que unem diferentes perfis, como o de utilitário e de minivan, por exemplo) importados oficialmente, os quais, além de brigar entre si, enfrentarão o Honda CR-V e SUVs de marcas como Hyundai (especialmente o Tucson), Mitsubishi, Toyota e Kia.

A GM não divulgou o preço estimado do Captiva no Brasil. No México, ele sai por 305.490 pesos, o que equivale a cerca de R$ 48 mil, de acordo com o conversor do Banco Central.

Lançado na América do Norte em novembro de 2007, o Captiva virá para cá beneficiado pelo acordo entre os governos brasileiro e mexicano , que fixa a tarifa de importação em simbólicos 0,1% (contra os 35% habituais). A expectativa é que o preço do Captiva no Brasil fique abaixo de R$ 90 mil.

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O câmbio automático do
Captiva possui seis velocidades
Expansão
O Captiva chegará logo após uma forte guinada -- para o alto -- do nicho de utilitários esportivos em 2007. Enquanto foram comercializados no Brasil 77.089 veículos do gênero em 2006, no ano passado foram emplacados 108.445 -- nada menos que 31.356 unidades a mais, ou 40,6% de aumento (carros e comerciais leves expandiram 27,8% em 2007).

Por exemplo, o Honda CR-V, concorrente direto do Captiva, emplacou 623 unidades em 2006 e, no ano passado, totalizou 1.864 unidades vendidas. Praticamente triplicou seu desempenho. Outro aspecto favorável à importação do Captiva tem a ver com a Chevrolet Blazer, atual representante da GM no nicho. Já faz alguns anos que o modelo não consegue emplacar grandes vendagens, mesmo tendo uma versão básica a R$ 59.777 (a Blazer Advantage).

A plataforma do Captiva mexicano é adaptada do Chevrolet Equinox, SUV grande comercializado nos Estados Unidos e que briga com brutamontes, como o Ford Explorer. Já o visual é quase idêntico ao do Opel Antara, modelo fabricado pela GM na Alemanha e comercializado nos países do leste europeu: arrojado, com grade alta e faróis cheios de cortes irregulares.

O modelo mexicano tem cinco lugares, enquanto o Antara alemão leva até sete passageiros, mesmo com medidas quase idênticas. O Captiva feito no México tem 4,57 metros de comprimento, 1,85 m de largura, 1,70 m de altura e 2,70 m de entre-eixos.

Motor e mimos
Os motores também são diferentes. Na Europa, o Opel Antara é empurrado por um propulsor a diesel de 150 cv de potência. Já o Captiva mexicano que virá para o Brasil tem motor a gasolina, e bem mais nervoso. Trata-se do parrudo 3.6 litros V6 em bloco de alumínio, com duplo comando de válvulas DOHC e sistema de injeção de combustível SFI. O propulsor é gerenciado por um câmbio automático de 6 marchas com opção de trocas manuais.

Para completar, a relação de itens de série é bastante extensa no Captiva. Na parte de segurança, estão disponíveis freios com ABS nas quatro rodas, seis airbags ­ frontais, laterais e do tipo cortina ­, controle eletrônico de estabilidade, sensor de pressão dos pneus, além de apoios de cabeça ativos nos bancos dianteiros.

Já a relação de equipamentos de conforto inclui bancos revestidos de couro, rádio/CD com leitor de MP3 e disqueteira, ar automático, trio elétrico, assentos dianteiros com aquecimento, comandos do som e do controle de cruzeiro no volante, além de ajuste elétrico do banco do motorista.

*Atualizada às 19h04

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