UOL Carros
 
25/01/2008 - 20h46

Impressões ao dirigir: Ka 1.0 é cheio de esperteza

Da Auto Press
O Ka aparenta uma certa simplicidade dinâmica que, na realidade, é seu grande trunfo. Mesmo após a modificação na estrutura, com o aumento de 20 cm no comprimento e a redistribuição das massas dos dois volumes, o compacto da Ford continua exibindo excelente disposição para realizar manobras. Sobretudo, impressionam a habilidade de fazer curvas sem dar sustos e a postura no asfalto, sempre firme e estável.

Uma das razões que justificam a boa performance dinâmica é que a Ford aumentou a rigidez torcional do Ka para compensar o aumento do peso sobre o eixo traseiro. A modificação é percebida, principalmente, nas rápidas e precisas respostas das rodas ao volante, que é quase idêntico ao antigo, com diâmetro mais curto e ótima pegada. Só mudou o miolo, agora com a parte superior quadrada, em vez de redonda.

O motor RoCam 1.0, agora flex, é outra virtude no modelo. Embora o zero a 100 km/h se dê em longos 15,4 segundos, que são aceitáveis para um propulsor mil, o Ka se mostra bem esperto na cidade, com boa aceleração e respostas ao pedal do acelerador. Mas há um buraco na aceleração entre 3.000 e 4.000 giros, quando o propulsor dá uma "engasgada" e perde homogeneidade.

FATOS SOBRE O KA
O projeto de remodelação total do Ka custou aos cofres da Ford exatos R$ 150 milhões. Mas como a estrutura antiga foi reaproveitada, o valor do investimento é considerado pequeno: equivale a cerca de 15% do custo de desenvolvimento e produção de um carro 100% novo.
O novo Ka chega ao mercado custando R$ 3.000 a mais que o modelo antigo.
A versão 1.6 flex do novo Ford Ka começa em R$ 31.800 e chega a R$ 36.390 com duplo airbag frontal.
A Ford espera comercializar cerca de 60 mil unidades do Ka por ano, capacidade máxima da planta da marca em São Bernardo do Campo, no ABC.
Apesar de ter crescido 20 centímetros no comprimento, saltando de 3,62 para 3,83 metros, o Ka praticamente manteve as outras medidas: o entre-eixos tem idênticos 2,45 m e a largura de 1,64 m está apenas 1 cm maior. Já a altura ganhou 6 cm e foi de 1,36 m para 1,42 m.
Em compensação, após os 4.000 rpm a unidade de força volta a subir os giros regularmente e ganha disposição, sem que o ronco do motor penetre demais no habitáculo -- graças também ao bom isolamento acústico. Ainda na parte mecânica, destaca-se a bem ajustada caixa de câmbio da Ford. A alavanca mais elevada e o curso pequeno tornam agradáveis as trocas de marcha, que, por sua vez, têm engates macios e bastante precisos.

Também houve melhorias para os passageiros que vão no banco traseiro. Os 20 cm a mais de comprimento e um perceptível aumento da altura do teto deixaram o espaço notavelmente mais amplo. Agora, é possível que dois adultos e uma criança viajem com conforto no banco traseiro do Ka, sem se sentirem enlatados.

Painel e visibilidade
Já na parte dianteira, o novo painel é bastante funcional. Diferentemente do antigo Ka, ele não privilegia o design, mas a ergonomia. Alavancas são facilmente acionadas e o console central segue a tendência dos carros atuais, com posição mais avançada em relação ao painel para facilitar o manuseio dos comandos.

A visibilidade foi outro acerto no novo Ka. Os espelhos laterais mais altos e a posição do banco do motorista mais ereta possibilitam boa visão da frente e laterais do carro, muito útil na hora de realizar manobras.

Por fim, falar do Ford Ka inevitavelmente é falar em design. Desde que foi lançado, em 1996, o modelo antecessor tornou-se referência de ousadia visual entre os automóveis. No novo Ka, perdeu-se um pouco daquele estilo marcante. Em compensação, ganhou-se modernidade e harmonia de formas. E se manteve a fluidez do compacto, que, apesar de pequeno, faz uma boa presença. (por Diogo de Oliveira)

Veja também

Carregando...
Fale com UOL Carros

SALOES