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07/01/2008 - 19h24

ZR1, o Chevrolet Corvette mais potente da história

Da Auto Press
Depois de 12 anos fora de linha, a General Motors decidiu que o retorno do Chevrolet Corvette ZR1 à produção deveria ser histórico. O projeto, nascido sob o nome de Blue Devil, previa que o novo modelo deveria ser o mais rápido, veloz e potente da longa história do Corvette, iniciada em 1953.

Para isso, a nova versão do esportivo exalta justamente o que o modelo sempre teve de melhor: o motor. Sob o capô, o novo ZR1 traz um propulsor denominado LS9 Supercharged de 6.2 litros. Ele é um V8 capaz de gerar 628 cavalos de potência, totalmente direcionadas para as rodas traseiras.

A versão topo de linha traz uma sutil inovação no design em relação ao Z06. Uma seção em policarbonato no capô deixa a cobertura do cabeçote do motor aparente. O modelo começa a ser comercializado em meados de 2008 e estará exposto no Salão de Detroit, entre os dias 13 e 27 de janeiro, na região dos Grandes Lagos dos Estados Unidos.

Divulgação
O novo ZR1 terá mais de 600 cv promete ser o Corvette mais rápido da história
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O novo motor tem torque de 84 kgfm e dá ao ZR1 um desempenho impressionante. Segundo a GM, a aceleração de zero a 100 km/h é feita em 3,5 segundos e a velocidade máxima supera os 320 km/h.

A elevada potência coloca o Corvette ao lado dos mais ferozes esportivos - como Mercedes-Benz SLR, a Ferrari 599 GTB Fiorano ou o Lamborghini Murciélago LP640, todos com mais de 600 cavalos.

Para alcançar estes impressionantes números de desempenho, o Corvette ZR1 exibe alguns recursos importantes. Um deles é a suspensão adaptável, que lê e regula o carro para as condições do asfalto. Com ela, o ZR1 é capaz de suportar, sem "rolling", acelerações laterais de até 1 G (força da gravidade).

O que também ajuda na estabilidade é o baixo peso para categoria. Ele tem 1.519 kg e uma relação peso/potência de irrisórios 2,41 kg/cv. Em busca disso, a GM utilizou materiais leves e nobres, como fibras de carbono na construção do chassi e da carroceria e policarbonato em lugar de vidros nas janelas.

A transmissão manual de seis marchas possui um trambulador endurecido, o que proporciona a mesma sensação de guiar um carro de corrida. O câmbio conta com uma embreagem dupla de alta capacidade para acelerar as trocas.

Os demais componentes mecânicos também acompanham o potencial esportivo do ZR1. Os freios são em disco de carbono-cerâmica ventilados. O diâmetro de 15,5 polegadas, ou 394 mm, dos discos dianteiros forçou a adoção de rodas de 19 polegadas na frente.

Os pneus da classe ZR e com perfil baixíssimo - Michelin Pilot Sport 2 - têm medidas generosas: 285 mm com perfil 30 na frente e 335 mm com perfil 25 na traseira.

Por conta dessas medidas, os pára-lamas dianteiros ficaram ligeiramente mais largos. Mas, além do visor no capô e de novas entradas de ar na dianteira, o design segue a linha atual do Corvette, apresentado em 2004.

Na parte interna, o quadros de instrumentos é dominado por dois grandes mostradores, com conta-giros para até 7.500 rpm e velocímetro graduado até 372 km/h. Dois outros pequenos relógios trazem o nível de combustível e um manômetro para o turbocompressor.

Como já é tradição, o Corvette tem os dados de velocidade ou de giros do motor projetados no pára-brisa.

Além de exaltar a verve esportiva do carro, o interior procura destacar o luxo. Os bancos, em formato concha, têm quatro opções de cor para o revestimento em couro. Há também sistema GPS e tecnologia Bluetooth.

Uma prova da exclusividade deste ZR1 é que ele traz o número de produção do veículo. Cada um dos modelos que saem da linha em Bowling Green, no Kentucky, será numerado.

(por Bernardo Feital)

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