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07/01/2008 - 11h00

Impressões ao dirigir: Meriva hesita com câmbio Easytronic

Da Auto Press
A General Motors diz que o condutor tem de saber a hora que a marcha vai ser trocada para usufruir melhor do câmbio manual automatizado do Meriva Easytronic. A tarefa não é tão simples como o marketing da montadora tenta fazer crer. E isso fica perceptível logo ao se virar a chave do monovolume e colocar a manopla do câmbio na posição "A".

A embreagem patina e o carro leva um certo tempo a pegar velocidade nas arrancadas. Mesmo ao se pisar fundo de cara, é perceptível a demora do carro em embalar. Caso seja necessário parar numa ladeira, a própria GM recomenda puxar o freio de estacionamento como uma medida mais segura, antes de arrancar novamente. O câmbio Easytronic afeta o desempenho. Tanto que foram 13,2 segundos, por exemplo, para chegar aos 100 km/h.

SAIBA MAIS
O câmbio manual automatizada da Meriva se chama originalmente MTA, sigla para Manual Transmission Automatized, e estreou no Opel Corsa, em 2000.

A transmissão Easytronic já equipava o monovolume no mercado argentino desde o primeiro semestre desse ano.
Segundo a General Motors, o câmbio automatizado é 26 kg mais leve que uma transmissão automática e apenas 3 kg mais pesado que uma caixa manual.
O Meriva foi lançado no Brasil em agosto de 2002. Na ocasião, foi o primeiro modelo a aproveitar uma redução no IPI para motorizações entre 1.001 cm³ e 2 mil cm³.
A minivan também é comercializada nas versões de entrada Joy - R$ 44.365 -, Maxx - R$ 52.314 - e SS - R$ 53.870.
Sobre a mesma plataforma do Meriva são feitos hoje os compactos Corsa, Corsa sedã e Montana.
A Chevrolet tem atualmente no Brasil uma rede com 562 concessionárias.
Até chegar a essa velocidade, porém, o câmbio não deixa passar em branco as mudanças. Nas primeiras marchas, as mais curtas, os giros caem significativamente e os trancos chegam a ser incômodos. A montadora diz que o ideal é aliviar o pé na hora que a marcha vai ser modificada. Mas, mesmo pisando leve no pedal, os trancos surgem na mesma intensidade.

Ao pisar mais fundo para uma ultrapassagem, alguns buracos entre uma marcha e outra comprometem a retomada de velocidade. De 60 km/h a 100 km/h no modo automatizado, por exemplo, foram 9,7 segundos.

O ideal mesmo na hora das retomadas e de pegar trechos de serra é colocar o câmbio em modo manual seqüencial. Desta forma, é possível usufruir melhor do torque de 17,7 kgfm disponível nos 2.800 giros, sem as indecisões e os atrasos do modo automatizado.

De 60 km/h a 100 km/h em quarta, por exemplo, foram precisos 8,9 segundos. Em modo automático ou seqüencial foi possível chegar à máxima de 180 km/h. O comportamento do Meriva, porém, muda um pouco. Não só pelo barulho do motor e das rodagens que entram no habitáculo. Mas também pela sensação de flutuação, que recomenda a volta às velocidades mais civilizadas.

Em velocidades praticáveis e nas curvas fechadas, porém, o Meriva se sai muito bem. Apesar da altura, a carroceria torce pouco e não causa sensação de que o carro vá adernar. Só mesmo ao entrar bruscamente numa curva mais fechada ele solta a frente. No mais, o modelo avaliado conta com ABS e EBD, que garantem frenagens com o carro "no chão" e sem pregar sustos. No mais, estão preservadas as qualidade habituais do Meriva, como boa ergonomia e posição de dirigir para o motorista, espaço interno, bom vão para pernas e cabeça e um porta-malas de 360 litros bastante interessante para um compacto.

Apenas o vidro diminuto da tampa do porta-malas faz com que a visibilidade traseira limitada contraste com a boa visão que se tem na frente e nas laterais do veículo. Na hora de abastecer, o modelo, com álcool, fez a média de 6,9 km/l, num trajeto com 2/3 de uso na cidade e 1/3 na estrada.

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