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04/01/2008 - 11h00

Mahindra feitos em Manaus chegam às revendas

Da Auto Press
O mercado de picapes e utilitários realmente voltados para o trabalho sempre atraiu muitos forasteiros. Agora é a vez dos indianos da Mahindra se aventurarem por aqui. Chegam ao mercado nacional as primeiras unidades da linha Scorpio, com modelos picape nas versões cabine simples e dupla, e um SUV.

Os três veículos são produzidos na fábrica da Bramont, na Zona Franca de Manaus. Com linhas despojadas, acabamento simplório, motores a diesel e tração 4x4, vão brigar com versões "proletárias" de Ford Ranger e Chevrolet S10. No caso do sport utility, a idéia é tentar ocupar uma lacuna de jipe de labuta deixado pelo Toyota Bandeirante, que deixou de ser produzido há sete anos.

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Com visual robusto e despojado, Mahindra Scorpio encara Ranger e S10
MAIS FOTOS DA LINHA MAHINDRA SCORPIO

Os três modelos possuem debaixo do capô a motorização 2.7 litros a diesel, que gera 112 cv de potência a 3.800 rpm e um bom torque máximo de 28,6 kgfm entre 1.800 e 2.200 giros. Este motor utiliza sistema common rail de injeção direta e trabalha com uma transmissão de cinco velocidades. A tração é 4x2, com opção de 4x4 que pode ser acionada por um comando elétrico no painel.

As dimensões colocam os três modelos entre picapes e utilitários compactos e médios. No caso do SUV, são 4,48 metros de comprimento, 1,77 m de largura, 1,91 m de altura e um entre-eixos de 2,68 m. O destaque fica por conta da terceira fila de passageiros. Já aos picapes medem 5,10 metros, com entre-eixos de 3,04 metros.

No design, a simplicidade construtiva dita o estilo. Uma imponente grade chama a atenção na dianteira e reforça a impressão de robustez dos modelos. De resto, os três veículos abusam de linhas sem qualquer ousadia -- o utilitário esportivo lembra até o falecido Hyundai Galloper.

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SUV tem design interessante e fileira extra de assentos; custa R$ 86.864
Na parte interior, os acabamentos também têm um toque simplista. Os bancos são revestidos por um tecido estampado, o painel tem revestimento sóbrio e despojado e uma alça (semelhante às de apoio do teto) parece perdida acima do porta-luvas. Remete à do antigo Fusca.

Entre os equipamentos, ar-condicionado com saídas para o assento traseiro, vidros e travas elétricas, direção hidráulica, regulagem de altura do volante, rádio/CD/MP3, abertura interna da tampa do reservatório de combustível e descansa-braços dianteiro e traseiro, entre outros.

Chassi e suspensão da linha Scorpio são produzidos na fábrica manauara da Bramont, que tem uma área de 100 mil m². Já as carrocerias são feitas em outra fábrica, a da Usiparts -- empresa do sistema Usiminas, em Pouso Alegre, Minas Gerais. A intenção da Bramont e da Mahindra é que, no final de 2009, o número de veículos produzidos chegue a 300 unidades de cada modelo por mês. Isso somaria 10.800 carros da marca indiana sendo produzidos em todo o ano de 2008.

Confrontos
Esses milhares de Mahindra terão uma concorrência, senão vasta, pelo menos mais conhecida do mercado brasileiro. O Scorpio SUV custa R$ 86.864 e fica bem mais barato que o Chevrolet Blazer, cuja versão Colina turbodiesel 4x4 parte dos R$ 114.230. Já a linha picape custa R$ 79.864 a cabine dupla, e R$ 71.864 a cabine simples.

Vão enfrentar as já tradicionais Chevrolet S10, que começa em R$ 75.204 a cabine simples e R$ 89,026, a dupla, ambas nas versões com tração 4x4 e diesel, além da Ford Ranger, que custa R$ 71.040 (cabine simples) e R$ 82.630 (cabine dupla).

Há três anos a Mahindra iniciou um plano de ampliação global. A fabricante tem acordos com a Renault, para produção do Logan em território indiano, e com a Navistar International para a produção de caminhões. No Brasil, a marca já tem revendas inauguradas em dez capitais -- São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, Salvador, Aracaju, São Luis, Brasília, Goiânia, Cuiabá e Belém -- e na cidade de Marabá, no Pará.

Segundo a Bramont, mais 23 cidades (entre elas, Campinas, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Fortaleza e Florianópolis) já estão com concessionárias definidas para iniciar atividades em 2008. (Bernardo Feital)

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