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14/12/2007 - 21h00

Impressões ao dirigir: RAV4 é diversão e baixo estresse

Da Auto Press
Ao se trafegar por vias urbanas com o RAV4, percebe-se logo que o conforto é o ponto forte do modelo. A suspensão bem acertada e calibrada e a boa posição de dirigir conferem ao modelo um comportamento quase de sedã. Bem ao estilo de muitos utilitários esportivos espalhados pelo mercado.
Luiza Dantas/Carta Z Notícias

RAV4 foi pioneiro na transposição do utilitário para uso urbano
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DUAS RODAS NA TERRA, DUAS RODAS NO ASFALTO

A altura elevada de conduzir e a ampla área envidraçada facilitam ainda mais a vida do motorista. Apenas na hora de manobrar a ausência de um sensor de obstáculo traseiro é sentida, e o excesso de "músculos" na carroceria compromete um pouco a visibilidade para estacionar.

FICHA TÉCNICA
Motor: Gasolina, dianteiro, transversal, 2.362 cm³, quatro cilindros em linha, quatro válvulas por cilindro, comando variável na abertura e no fechamento das válvulas, comando duplo de válvulas no cabeçote e acelerador eletrônico.
Transmissão: Câmbio automático de quatro marchas à frente e uma a ré. Tração nas quatro rodas do tipo AWD com bloqueio do diferencial.
Potência: 170 cv a 6.000 rpm.
Torque: 22,8 kgfm a 4.000 rpm.
Diâmetro e curso: 88,5 mm X 96,0 mm.
Taxa de compressão: 9,8:1
Suspensão: Dianteira independente do tipo McPherson, com braços triangulares transversais, molas helicoidais, amortecedores telescópicos e barra estabilizadora. Traseira independente, com braços duplos, molas helicoidais e amortecedores telescópicos e barra estabilizadora.
Freios: Discos ventilados na frente e discos sólidos atrás. Sistemas ABS, EBD e assistente de frenagem de emergência.
Carroceria: Utilitário esportivo em monobloco com quatro portas e cinco lugares. 4,60 metros de comprimento, 1,81 m de largura, 1,72 m de altura e 2,66 m de distância entre-eixos.
Peso: 1.585 kg em ordem de marcha.
Porta-malas: 540 litros.
Tanque: 60 litros
Toyota RAV4 2.4 16V
O comportamento de sedã também pode ser conferido na hora de testar a estabilidade do veículo. Mesmo que se busque os limites do SUV em curvas mais fechadas, a carroceria torce bem pouco e o modelo não faz menção de adernar.

Méritos mais uma vez do jogo de suspensão, com sistemas independentes na frente e atrás e com barras estabilizadoras. Na hora de frear bruscamente, o veículo não sai da trajetória, muito bem assessorado pelo ABS e EBD dos freios.

Só depois dos 160 km/h é que surge uma ligeira sensação de flutuação da parte frontal da carroceria. Mas, para chegar a tamanha velocidade e à máxima de 175 km/h, é preciso certa paciência. Pelo menos o SUV proporciona boas arrancadas, empurradas pelos bons 170 cv do propulsor 2.4 com comando variável de válvulas, que enche bem os cilindros. Foi possível fazer de zero a 100 km/h em corretos 11,8 segundos.

O mesmo, porém, não pode-se dizer das retomadas. O câmbio automático de quatro velocidades limita o bom rendimento do motor. Os delays nas passagens são prejudiciais, e há um buraco entre a terceira e a quarta, o que inibe a performance do modelo. De 60 km/h a 100 km/h em D (drive), por exemplo, foram precisos 9,4 segundos. Nas subidas, a transmissão volta a ficar indecisa e alterna bastante as marchas.

Dando conta
No off-road, o utilitário esportivo compacto exibe uma postura convincente. Em trechos de terra e de pedra e em subidas muito íngremes, a tração 4x4 integral dá conta do recado. Numa lama mais pesada, porém, o veículo exige o bloqueio do diferencial para não ficar no caminho. Mesmo assim, a suspensão entregou a conta para os ocupantes. Nos desníveis fora-de-estrada, os sacolejos dentro do habitáculo foram inevitáveis. Igualmente inexorável foi a conta alta na hora de abastecer. O modelo testado andou apenas 6,3 km com cada litro de gasolina, com 66% do uso na cidade e o restante na estrada e no off-road.

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