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23/11/2007 - 20h02

GM deve trazer SUV Captiva ao Brasil em 08

Da Auto Press
A briga entre os utilitários esportivos médios promete esquentar no ano que vem. A General Motors acaba de lançar na Argentina o Captiva. Trata-se de uma prévia da logística que vai trazer esse modelo fabricado na Coréia do Sul para o Brasil. Ele chega ao mercado daqui ainda no primeiro semestre de 2008, como uma resposta ao Edge, o crossover médio que a Ford vai lançar em maio, importado dos Estados Unidos.

Na Argentina, o Captiva foi apresentado com preços entre 132 mil e 150 mil pesos (R$ 74 mil e R$ 84 mil, aproximadamente). O que se espera é que tanto o modelo da Chevrolet quanto o da Ford cheguem no Brasil com preços entre R$ 90 mil e R$ 110 mil, para acirrar ainda mais a rivalidade entre as marcas ianques.
Divulgação


Captiva busca espaço em nicho cada vez mais disputados: SUVs de luxo
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IMPRESSÕES AO DIRIGIR: UM SUV URBANO E SERENO

Na verdade, as duas fabricantes estão de olho num vácuo de mercado que o Hyundai Tucson abocanhou de forma voraz nos últimos meses. O utilitário-esportivo compacto sul-coreano vendeu quase 1.800 unidades em outubro e se tornou o segundo SUV mais vendido do mercado brasileiro, desbancando os nacionais Mitsubishi Pajero TR4 e Chevrolet Blazer e atrás apenas do Ford EcoSport. Na versão GL com motor 2.0 16V de 142 cv a gasolina, os preços do Tucson são de R$ 84.500, com câmbio mecânico, e R$ 90.200, com câmbio automático. O Captiva na Argentina usa motor 2.0 16V turbo-diesel com intercooler e sistema de injeção Common Rail com 150 cv de potência a 4.000 giros e torque máximo de 32,6 kgfm a 2.000 rpm.

FICHA TÉCNICA
Motor: Diesel, dianteiro, transversal, 1.991 cm³, turbo de geometria variável, quatro cilindros em linha e quatro válvulas por cilindro. Sistema de injeção direta do tipo Common Rail e comando simples de válvulas no cabeçote.
Transmissão: Câmbio automático de cinco velocidades à frente e uma a ré. Tração integral tipo AWD (All Wheel Drive). Controles de estabilidade, tração e de descida.
Potência: 150 cv a 4.000 rpm.
Torque: 32,6 kgfm a 2.000 rpm.
Diâmetro e curso: 83,0 mm x 92,0 mm. Taxa de compressão: 17,5:1.
Suspensão: Dianteira independente do tipo McPherson, com molas helicoidais, amortecedores telescópicos hidráulicos e barra estabilizadora. Traseira independente do tipo Multilink, com quatro braços articulados, molas helicoidais, amortecedores telescópicos hidráulicos e barra estabilizadora.
Freios: A discos ventilados na frente e a discos sólidos atrás. ABS, EBD e assistente de frenagem de emergência.
Carroceria: Utilitário-esportivo médio em monobloco com quatro portas e cinco lugares. Com 4,63 metros de comprimento, 1,85 m de largura, 1,75 m de altura e 2,70 m de entre-eixos.
Peso: 1.835 kg em ordem de marcha. 670 kg de carga útil.
Porta-malas: 85 litros com sete lugares, 465 litros com cinco lugares, 930 litros com os dois bancos traseiros rebatidos e 1.565 litros com os bancos traseiros e o dianteiro rebatidos.
Tanque: 65 litros.
Chevrolet Captiva LTZ 2.0 16V Turbo-diesel Automático
Essa unidade de força trabalha com tração nas quatro rodas do tipo AWD (All-Wheel Drive) e com transmissão manual ou automática de cinco velocidades. Mas como o modelo não tem tração reduzida, por conta da legislação no Brasil a GM terá de dispensar o diesel e trazer a configuração com propulsor 2.4 a gasolina, de 142 cv a 5.200 rpm e 23,9 kgfm a 4.000 rotações. Para se adequar à gasolina nacional, a potência deve ser ajustada para 137 cavalos.

Mercado e equipamentos
Com isso, a filial brasileira da montadora ianque vai deixar a defasada Blazer apenas com configurações de entrada e preços entre R$ 55 mil e R$ 80 mil, enquanto a Captiva brigará nas versões mais altas.

Não por acaso, o modelo já vendido no país vizinho chega da Coréia do Sul bem fornido. Conta com ar-condicionado automático, direção hidráulica, trio elétrico, computador de bordo, controle de cruzeiro e rádio/CD/MP3 com oito alto-falantes. Entre os equipamentos de segurança, quatro airbags e freios com ABS, EBD e assistente de frenagem de emergência, controles de estabilidade e de tração e sistema de controle de descida.

No quesito conforto, destaque ainda para a regulagem elétrica do banco do motorista e dos faróis, retrovisor interno eletrocrômico e externos com aquecimento, volante multifuncional com revestimento em couro e sensores de chuva e de luminosidade.

Estilo
No design, o Captiva tem um estilo bastante arrojado. O capô sobressai com dois vincos proeminentes que convergem para a grade frontal trapezoidal. Os faróis de dupla parábola têm lentes com desenhos comportados e predominantemente retangulares. O pára-choques integrado traz os dois faróis de neblina, cujas luzes ficam metade na carroceria e a outra metade invadindo a generosa entrada de ar auxiliar mais abaixo.

Divulgação
O interior do Captiva: acabamento compatível ao de um sedã
IMPRESSÕES AO DIRIGIR
A linha de cintura alta e a lataria inclinada com um vinco na altura da maçaneta das portas transmitem impressão de movimento ao modelo. Na altura dos pára-lamas dianteiros há ainda uma discreta saída de ar. Pneus com 235 mm de largura calçam rodas de liga leve aro 17. Na traseira, as lanternas verticais com contornos arredondados se sobressaem ao corte mais chapado da tampa do porta-malas, formando uma espécie de culote. O pára-choques bojudo traz, mais abaixo, uma moldura preta que tem início nas laterais e o duplo escapamento cromado.

Na Argentina, o Captiva é vendido nas versões LZ mecânica e LTZ automática. Por aqui, a GM só deve mudar mesmo a nomenclatura das configurações. Mas um dos grandes trunfos do modelo será mesmo a terceira fileira de assentos, não disponível em nenhum de seus concorrentes diretos. A briga, pelo visto, vai mesmo esquentar. (por Fernando Miragaya)

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