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16/11/2007 - 12h24

'Aperitivo' de Detroit, Salão de Los Angeles começa mais verde

Das agências internacionais,
Em Los Angeles (EUA
O Salão do Automóvel de Los Angeles abre nesta sexta-feira (16) ao público -- a imprensa tem acesso desde quarta -- para mostrar as tendências mais "verdes" do setor automobilístico, que nos Estados Unidos enfrenta uma grave crise devido à alta dos preços da gasolina e à sua própria incapacidade para se adaptar às mudanças dos consumidores. O evento vai até o próximo dia 25.

A "preocupação" ecológica da indústria de carros ganhou visibilidade no 62º Salão de Frankfurt, em setembro último, o primeiro grande evento do gênero depois que catastróficos relatórios ambientais de grupos ligados às Nações Unidas foram divulgados mundialmente. Grandes emissores de CO2 (dióxido de carbono), gás que colabora com o efeito estufa e com o aquecimento global, os carros tornaram-se os vilões mundiais da hora.


O Salão de Los Angeles, que abre a temporada de eventos automotivos nos EUA, vem ganhando tamanho e importância nos últimos anos -- mas ainda funciona como uma espécie de aperitivo de luxo para o grande salão de carros dos Estados Unidos, o North-American International Auto Show, ou Naias, que acontece em Detroit em janeiro de 2008. Mesmo assim, o salão californiano deste ano já tem área de exposição mais ampla que a do Naias (que fica na cidade-sede da General Motors, Chrysler e Ford).

Na edição iniciada nesta sexta, Los Angeles recebe 14 lançamentos mundiais e 30 estréias em território dos EUA. Entre as novidades, destacam-se o Dodge Journey 2009, o Nissan Murano 2009 (leia no box), o Mini Clubman (já apresentado em Frankfurt) e o Nissan GT-R 2009 (mostrado em Tóquio, em outubro).

NISSAN LANÇA NOVO MURANO
A Nissan apresenta no Salão de Los Angeles as últimas versões dos modelos Nissan Murano e GT-R. O Murano (foto abaixo) sofreu uma profunda remodelação em relação ao modelo CUV, de 2003. Por isso, a marca japonesa chamou a nova versão de "segunda geração".



Ele utiliza a mesma plataforma "D" do Altima, com um novo motor de 3.5 litros V6, de 265 cavalos. O carro também está equipado com a 2ª geração da transmissão CVT Xtronic (continuamente variável).

A Nissan, cujas vendas nos EUA em 2005 e parte de 2006 sofreram com a falta de novos produtos durante quase 18 meses, introduz a nova versão do Murano ao detectar um cansaço do mercado com o modelo anterior. No Brasil, esse carro custa cerca de R$ 230 mil.

A empresa aproveitou a mostra para apresentar também o poderoso GT-R, que estará disponível pela primeira vez nos Estados Unidos a partir de junho de 2008. Segundo a Nissan, o modelo é "o supercarro definitivo que pode ser dirigido por qualquer pessoa, a qualquer momento e em qualquer lugar".

Os engenheiros japoneses dotaram o GT-R de um novo motor de 3.8 litros V6, que produz 480 cavalos de potência. A transmissão acoplada é de seis marchas, com controle no volante. O preço do veículo básico será de US$ 69.850.
A Califórnia é o Estado em que as leis ambientais são as mais rígidas dos EUA, e por isso Los Angeles é o lugar ideal para que os principais fabricantes apresentem suas inovações ecológicas. A GM anuncia que sua marca Chevrolet será a encarregada de liderar os esforços da companhia "para reinventar o setor".

Os novos modelos deverão apresentar menor consumo, ou até consumo zero, de gasolina. Los Angeles vê, por exemplo, a gigantesca picape Chevrolet Silverado dotada do novo sistema híbrido da companhia, assim como a versão híbrida da Chevrolet Malibu.

A GM anunciou também que as versões híbridas de seus dois utilitários de maior porte, o Chevrolet Tahoe e o GMC Yukon, custarão pouco mais de US$ 50 mil em suas versões básicas. O alto preço dos veículos com esse tipo de motorização (que alterna o uso de motores a diesel e elétrico) ainda é um obstáculo real para que se tornem um sucesso de vendas.

A gigante norte-americana também garantiu que o Volt, um veículo elétrico que será recarregado na tomada, deve ser lançado até o fim de 2010. Os primeiros protótipos podem ficar prontos nos próximos meses. Eles utilizarão baterias de lítio-íon para fornecer eletricidade aos motores.

Um Honda a H
O fabricante japonês Honda também escolheu Los Angeles para exibir seu lado mais verde, com a estréia do FCX Clarity. A marca japonesa quer começar a vender esse carro, movido a célula de hidrogênio, já em meados de 2008.

A Ford, primeira fabricante dos EUA a adotar a tecnologia híbrida, também chegou à Califórnia com uma mensagem verde. A empresa anunciou que, no fim do ano, produzirá 20 carros híbridos capazes de recarregar suas baterias em tomadas. Eles serão usados pela Southern California Edison, uma das principais empresas de eletricidade do Estado.

A companhia também afirma estar preparando um novo sistema de injeção de gasolina que permite reduzir de 10% a 20% o consumo, mantendo a potência do motor.

Mesmo a Chrysler, que até agora desdenhava os sistemas híbridos, apresenta no salão as versões mais ecológicas do Chrysler Aspen e do Dodge Durango, numa tentativa de atrair outro tipo de consumidor.

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