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19/10/2007 - 22h23

Impressões ao dirigir: Omega tem classe e disposição

Da Auto Press
A retocada no visual do Omega teve a clara intenção de deixá-lo mais jovem e arrojado. E chegou bem perto do seu objetivo. Indiscutivelmente, o sedã tem detalhes mais arrojados no visual que merecem destaque -- como os faróis, a grade dianteira e as saídas de ar auxiliares.

Mas o arrojo mesmo teve efeitos sob o capô, no "reengenheirado" motor V6 de 3.6 litros. Os 16 cv de ganho de potência, a qual soma agora 254 cv, foram bem-vindos e garantem um desempenho instigante ao três volumes, respostas rápidas às pisadas no acelerador e uma interessante velocidade final de 225 km/h. Mas foi no torque que a recalibrada no propulsor surtiu mais efeito.

O suave aumento do torque, de 34,7 kgfm para 35,7 kgfm, poderia passar despercebido, não fosse a redução dos giros para atingir a força máxima. Se antes era preciso esperar os 3.200 rpm, agora em 2.600 giros já é possível usufruir de seu ápice. Isso se traduz não só em arrancadas eficientes (o zero a 100 km/h foi feito em 8,4 segundos), mas também em retomadas para lá de convincentes, que dão tranqüilidade ao motorista na hora de ultrapassar, por exemplo.

Contribuiu muito para isso o bom escalonamento do câmbio automático de cinco velocidades, que mantém o motor sempre cheio e não deixa buracos entre as passagens. De 60 km/h a 100 km/h em drive foram necessários 7,3 segundos, tempo que caiu para 6,9 segundos quando a alavanca foi posicionada no modo seqüencial em quarta marcha. Na hora de abastecer, o Omega entrega a conta (nem tão salgada) de tamanha disposição: a média de consumo foi de 5,9 km/l.

A eficiência do Omega também foi colocada à prova em curvas em alta velocidade. A suspensão simples e bem acertada (McPherson na frente, multilink atrás e barras estabilizadoras nos dois eixos) garante não só uma boa absorção dos buracos das grandes cidades, mas também uma viagem segura. O pesado modelo, com quase 1,8 tonelada, torce pouco nas curvas e não joga a traseira muma condução normal.

Indo ao fundo
Para testar os limites, basta pisar mais fundo no meio de outra curva e ter outra prova do comportamento exemplar do sedã de tração traseira. O modelo atende aos comandos do volante e o motorista consegue ter o controle do carro e colocá-lo de volta à trajetória da curva sem cantar um pneu ou ter a sensação de que vai parar no acostamento.

A boa comunicação roda/volante também pode ser conferida nas retas em altas velocidades. Só mesmo em velocidades insanas (mais de 200 km/h) é que o sedã passa uma sensação discreta de flutuação, mas nada que o impeça de atingir 225 km/h.

Nessa hora, nem mesmo o barulho do motor é capaz de aplacar a boa vida a bordo. Afinal, o sedã de R$ 145 mil oferece conforto compatível com essa cifra. Os bancos acomodam bem todos os ocupantes, a ergonomia é eficiente, com todos os comandos à mão, e há regulagens elétricas dos assentos dianteiros. O espaço interno merece ainda mais destaque. Os 13 cm a mais de entre-eixos conferem um ótimo espaço para as pernas e atrás três adultos viajam sem apertos. (por Fernando Miragaya)

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