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05/10/2007 - 19h34

Impressões ao dirigir: CR-V é um paradoxo lógico

Da Auto Press
O primeiro aspecto que chama a atenção no Honda CR-V é a robustez. Aí, somam-se o desenho imponente do utilitário japonês e o bom motor 2.0 litros 16V i-VTEC. Nem mesmo os 1.595 quilos do veículo parecem interferir nas investidas ao pedal do acelerador.

São 150 cv de potência atingidos aos 6.200 rpm e 19,4 kgfm de torque máximo despejados nas rodas aos 4.200 giros do motor. As acelerações são boas para o gênero SUV, mas não impressionam. Foram 12,2 segundos para ir de zero a 100 km/h e a retomada entre 60 km/h e 100 km/h leva 8,6 segundos.

O HONDA CR-V EM IMAGENS
Luiza Dantas/Carta Z Notícias
O CR-V é produzido na plataforma do Civic, com o qual divide o arrojo
MAIS FOTOS DO CR-V
Apesar de toda a robustez das linhas, o CR-V é interessante mesmo quando se roda mais esportivamente. E apesar do porte de jipe, ele não se intimida diante de curvas -- apoioado, inclusive, pelo eficiente controle eletrônico de estabilidade e a tração integral 4WD Real Time.

Para completar esse paradoxo, a suspensão muito firme rouba um bocado do conforto e do bom comportamento dinâmico em terrenos mais acidentados. Ou seja: o CR-V é instigante, sobretudo na dirigibilidade em asfalto, mas não tem um comportamento tão vigoroso na terra, por exemplo.

Mas essa paradoxal inversão tem motivos: o uso corrente de um SUV é mesmo na cidade e no asfalto de rodovias. Estradas de terra ou buracos, na realidade, são para uma minoria de esportistas.

Há modernidades a bordo, mas na parte de segurança o CR-V peca pela economia: são apenas duas bolsas infláveis frontais. Pelo menos para a segurança ativa há o sistema de tração permanente nas quatro rodas. Segunda a montadora, o Real Time só direciona o torque para as rodas traseiras quando detecta perda de aderência.

Assim, o CR-V funciona praticamente o tempo inteiro com tração dianteira. Na teoria, isso proporcionaria menor consumo de combustível. Só que o utilitário fez apenas 7,4 km/l. Não é lá muito impressionante.

Dois aspectos bastante interessantes no CR-V são o espaço interno e a versatilidade do habitáculo. O teto alto, os 2,62 metros de entre-eixos e o 1,82 metro de largura criam um ambiente marcado pelo conforto, com sobras de espaço para cabeça, pernas e ombros, tanto na frente quanto atrás. O banco traseiro, que desliza 15 cm e pode ser reclinado, tornando ainda mais agradável o passeio no CR-V.

Isso é ajudado pelo ar-condicionado digital com duas zonas, pelo CD player para seis discos, pela direção elétrica, pelo teto solar e ainda pela vasta quantidade de porta-trecos espalhados pelo interior. (por Eduardo Fonseca da Rocha e Diogo de Oliveira)

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