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02/10/2007 - 15h24

Superesportivos são reis da potência e da exclusividade

Da Auto Press
Entre os superesportivos, a disputa geralmente é implacável: marcas famosas, como Ferrari, Bugatti, Lamborghini, Maserati e Porsche disputam o reinado da categoria com modelos altamente vigorosos e cheios de charme. Recentemente, porém, o Ultimate Aero TT, um bólido fora-de-série fabricado pela americana Shelby SuperCars, supreendeu ao bater o recorde de velocidade do Bugatti Veyron -- até então o carro mais rápido e potente do mundo.

O modelo norte-americano, equipado com um motor 6.2 litros V8 de 1.183 cv de potência e 152 kgfm de torque, entrou para o "Guinness" ao atingir 411,7 km/h. A máxima anterior do superesportivo francês era de 404 km/h, atingida com a força abissal do propulsor 8.0 litros com 16 cilindros em duplo "V": 1.001 cv de potência e 127 kgfm de torque.

AS INCRÍVEIS MÁQUINAS DE VOAR
Divulgação
O Pagani Zonda R, de aerofólio saliente, custa cerca de R$ 4 mi
Divulgação
O Saleen S7, com 760 cv, vai de zero a 100 km/h em 2,8 segundos
MAIS FORA-DE-SÉRIE ESPORTIVOS
Mais do que bater marcas já estabelecidas, no entanto, esses bólidos de origem quase artesanal chamam a atenção por terem fabricação inferior a 100 unidades/ano, oferecerem muito estilo e, sobretudo, exclusividade. São os casos, por exemplo, de modelos como os americanos Anteros MXT Roadster e Panoz Esperante GT-LM e o holandês Spyker C12 Zagato.

Disponível nas versões cupê e conversível, o Esperante GT-LM tem desenho comportado, com tímidas entradas de ar nas laterais. Em compensação, é fervoroso nas acelerações: o motor 4.6 litros V8 despeja 425 cv de potência nas rodas traseiras, levando-o de zero a 100 km/h em 4,2 segundos e à máxima de 289 km/h. Nos Estados Unidos, o bólido começa em US$ 121 mil (cerca de R$ 230 mil).

Bem mais despojado e cheio de esportividade, o Anteros XTM Roadster encanta pela suavidade da carroceria ondulada. A grade frontal larga e ovalada lembra a frente dos Maserati. Seu chassis é feito de aço, alumínio e magnésio e a carroceria, de fibra de carbono. O motor é provocante: um 6.0 litros V8 de 405 cv, que pode render até 608 cv com turbocompressor. O preço vai de US$ 125 mil a US$ 135 mil (algo entre R$ 260 mil e R$ 290 mil).

Com somente 24 unidades produzidas por ano, o Spyker C12 é ainda mais "enfezado", tanto em potência quanto no desenho. Esculpido pelo estúdio italiano Zagato, o carro holandês tem um capô bicudo, largas entradas de ar nas laterais e uma traseira esquisita, com grande área cromada e lanternas de leds em forma de arcos verticais.

(MUITO) RÁPIDAS


A Wiesmann, pequena montadora alemã da cidade de Dülmen, produz atualmente o esportivo GT (foto acima) nas versões cupê e roadster. O chassi é feito de alumínio e a carroceria em fibra de vidro, materiais que garantem baixa relação peso/potência de 3,48 kg/cv. Sob o capô, o modelo traz o motor BMW 4.6 litros V8 de 367 cv e 49,9 kgfm de torque (o mesmo do SUV X5). A máxima chega a 290 km/h. O preço é de cerca de R$ 220 mil.
A fabricante canadense Locus apresentou recentemente o Plethore, um superesportivo com linhas agressivas e motores de 760 cv e de colossais 1.318 cv de potência máxima. Seu preço começará em US$ 315 mil (aproximadamente R$ 600 mil).
Produzido em série no início do século passado, o cupê Diato Ottovu foi restaurado recentemente pelo estúdio Zagato a pedido de dois colecionadores do lendário esportivo italiano. A recriação do bólido foi feita em comemoração aos 100 anos da Diato. O bólido vem com o motor 4.6 litros da Ford, usado no Mustang GT, e desenvolve 500 cv.
A Chamonix fabrica atualmente no Brasil réplicas do esportivo Spyder 550, lançado pela Porsche em 1955. A "cópia" autorizada pela fábrica alemã é feita em estrutura tubular de aço-carbono, com carroceria de fibra de vidro, e pesa 585 kg. O motor é o VW Boxer 1.6 litro de 63 cv e 13 kgfm de torque máximo, que levam o bólido à máxima de 230 km/h. O modelo é vendido sob encomenda por R$ 58.810.
FOTOS: WIESMANN E OUTROS
O propulsor é o 6.0 litros W12 da Volkswagen, que desenvolve 500 cv de potência ou 650 cv com turbo. O preço reflete a exclusividade: US$ 648 mil (cerca de R$ 1,2 milhão).

Com design ainda mais ousado e potência violenta, o Tramontana Concept é natural da região da Catalunha, na Espanha, onde funciona essa marca, pequena fabricante de esportivos de luxo. O fora-de-série chama a atenção por ser semelhante a um carro de Fórmula 1. As diferenças estão apenas no alto luxo do cockpit, onde o acabamento conta com materiais como aço inoxidável, madeira e couro.

O motor é um 5.5 litros V12 biturbo capaz de gerar entre 550 cv e 720 cv de potência, dependendo da pressão do turbo, além de 92 kgfm de torque. Com a unidade, o bólido vai de zero a 100 km/h em apenas 3,7 segundos e chega à máxima de 345 km/h, auxiliado pela relação peso/potência de 1,7 kg/cv. Serão fabricadas apenas 12 unidades do modelo em 2008.

Milionários
Raros também são o americano Saleen S7 e o italiano Zonda R. Com estrutura tubular de aço com chapas de alumínio e carroceria de material sintético reforçado com fibra de carbono, o Saleen S7 é considerado o McLaren F1 ianque: equipado com motor Ford 7.0 litros V8 turbo de 760 cv e 96,7 kgfm de torque máximo, o modelo vai de zero a 100 km/h em espantosos 2,8 segundos. Seu preço de US$ 580 mil (cerca de R$ 1,1 milhão) é alto, mas é "apenas" pouco mais da metade dos R$ 2 milhões pedidos no bólido inglês.

Já o Zonda R foi feito exclusivamente para correr em provas de automobilismo disputadas em pistas fechadas, sobretudo para fazer frente ao respeitado Ferrari FXX. Desenhado pelo estúdio Pagani, o bólido italiano também se parece com o McLaren F1: é agressivo, repleto de entradas de ar, tem frente bicuda e seu destaque é um gigantesco aerofólio fixado na traseira.

A potência acompanha os absurdos números generosos dos demais superesportivos: o Zonda R vem com motor 7.3 litros V12 da AMG, divisão esportiva da Mercedes-Benz, que despeja 761 cv e 72 kgfm de torque. O modelo custa cerca US$ 2 milhões, algo próximo de R$ 4 milhões, enquanto a Ferrari FXX sai por US$ 4 milhões (aproximadamente R$ 8 milhões). (por Diogo de Oliveira)

BRASIL TAMBÉM TEM SEUS FORA-DE-SÉRIE INVOCADOS


Embora não seja uma referência na produção de superesportivos, o Brasil atualmente possui algumas fabricantes de bólidos foras-de-série. A principal em atividade no país é a Lobini. Fundada em 1999, a fábrica do interior paulista nasceu com a pretensão de desenvolver um bólido que ficasse em pé de igualdade com outros veículos internacionais da categoria. Daí surgiu o H1 (foto acima), esportivo nacional mais apimentado do momento. Com aceleração de zero a 100 km/h em menos de 6 segundos, o bólido tem chassi feito em estrutura tubular de aço-carbono, carroceria de fibra de vidro e é equipado com motor Volkswagen 1.8 litro turbo de 180 cv (o mesmo do Golf GTI).

Já na outra ponta do nicho está o esportivo da Newtrack, marca que produz réplicas nacionais do Shelby Cobra, modelo criado no início dos anos 60. Mas longe de ser um carro velho, o Cobra brasileiro é feito com materiais de ponta. Sua carroceria é de fibra de vidro de alta qualidade e resistência e o chassi tem estrutura tubular em aço-carbono. O peso é de 1.100 kg e a mecânica impressiona: o carro é empurrado pelo motor Ford 5.0 litros V8 de 210 cv de potência e torque de 39,5 kgfm soltos logo aos 2.400 rpm. A relação peso/potência é de excelentes 5,2 kg/cv. O preço da réplica zero-quilômetro não deixa de ser interessante: começa em R$ 72,5 mil.

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