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07/09/2007 - 19h00

Impressões: 206 SW automática é boa de 'drive'

Da Auto Press
Um carro compacto com transmissão automática, além do caráter inédito, pode causar um certo "pé atrás". Afinal, trata-se do mesmo câmbio que equipa modelos médios das marcas Peugeot e Citroën e a 206 SW pode ser vista como cobaia de uma aventura.

Qualquer desconfiança em relação à versão Automatic da station wagon, porém, desaparece ao colocar o câmbio em drive e pisar no acelerador. A harmonia entre a transmissão e o motor 1.6 16V de 113 cv (somente com álcool) fica evidente ao se colocar o carro em movimento.

Os delays nas passagens são pouco percebidos e o modelo desenvolve bem. De zero a 100 km/h, por exemplo, foram precisos razoáveis 11,6 segundos. Nas retomadas, momento crítico principalmente em automáticos de quatro velocidades, a transmissão encontra rapidamente a marcha certa, sem deixar o motorista agoniado.

ÁLBUM DE FOTOS
Pedro Paulo Figueiredo/Carta Z Notícias
Até a 1ª coluna, SW é igual ao hatch
MAIS IMAGENS DA 206 SW
De 60 km/h a 100 km/h, por exemplo, foram 8,2 segundos. Em modo seqüencial, a performance melhora significativamente. Em terceira marcha, o modelo fez a mesma retomada em 7,2 segundos.

Em seqüencial ou não, a 206 SW Automatic se sai bem no restante da viagem. Em curvas em baixa velocidade, o carro fica no chão e não dá sustos. Ao entrar de forma mais arisca, porém, a carroceria torce um pouco, mas nada que assuste. Em trechos de subida, mais uma vez o câmbio automático mostra suas qualidades: não há indecisão entre marchas.

De volta às planícies, a station aceita bem as investidas no pedal do acelerador e chega com certa tranqüilidade à máxima de 190 km/h. Apesar da boa velocidade final, uma sensação de flutuação é incômoda a partir dos 150 km/h. Nada, porém, que prejudique a estabilidade da perua, que tem nas freadas bruscas um comportamento exemplar, muito auxiliada pelos freios com ABS.

O mesmo não se pode falar da suspensão. Ela é melhor acertada que na configuração hatch do 206, mas está longe de ser precisa. Muito firme, não absorve os buracos das ruas brasileiras. Ou seja, os passageiros, principalmente os de trás, sofrem com os quiques e solavancos dentro do habitáculo. Atrás, os ocupantes também não têm muito espaço para cabeça e pernas. Falta espaço também no porta-malas, de 313 litros, bem menor que Parati, SpaceFox e Palio Weekend.

A visibilidade também compromete. Na hora de estacionar, isso se deve às grossas colunas de trás (a versão avaliada pelo menos contava com sensor de estacionamento, oferecido como acessório de concessionária). Na hora de atravessar um cruzamento na diagonal, o motorista também precisa jogar o corpo para a frente devido à exagerada coluna central da station.

Outro ponto falho e recorrente nos carros franceses é a ergonomia. Os botões de acionamento de vidros e retrovisores são difíceis de achar e até a haste onde se aciona o farol é confusa e com ajustes muito moles, o que ocasiona o acionamento indesejado do farol. (Fernando Miragaya)

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