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31/08/2007 - 20h00

Impressões: Courier é para pegar no pesado

Da Auto Press
Pouco peso com a caçamba vazia e motor mais potente. Receita para a Ford Courier Flex ter um desempenho muito interessante. A boa taxa de compressão de 12,3:1 e os 107 cv com álcool garantem arrancadas e retomadas competentes. O zero a 100 km/h ficou em satisfatórios 12,2 segundos.

Pisando fundo, o modelo vai além e alcançou a máxima de 160 km/h. Antes disso, porém, a estabilidade começa a dar sinais de que é melhor não abusar. A sensação de flutuação surge nos 150 km/h e, nas curvas, a suspensão mais firme faz a picape jogar discretamente a traseira.

Para umá picape voltada para o trabalho, a vida a bordo até que não é das piores. Mas, para privilegiar o bom espaço na caçamba, a Ford sacrificou qualquer espaço atrás dos bancos, onde é difícil até acomodar uma mochila média.

Na hora de dirigir, porém, o motorista conta com boa ergonomia e visibilidade, além de um razoável espaço para pernas. Ao abastecer, mais uma boa notícia para quem usa o veículo para o trabalho. A Courier Flex fez a média de 13,1 km/l com gasolina e 9 km/l com álcool.

A FORD COURIER 1.6 FLEX EM DEZ PONTOS


Desempenho - A chegada do álcool fez bem à Courier. A taxa de compressão de 12,3:1 aliada aos 107 cv com álcool e ao baixo peso da pick-up - vazia, diga-se de passagem - conferem disposição ao modelo. As acelerações são imediatas e as retomadas eficientes. O zero a 100 km/h foi feito em 12,2 s e foram 13,6 s para fazer de 60 km/h a 100 km/h em quarta. A máxima foi de 160 km/h. Nota 8.
Estabilidade - Projetada para carregar carga, sua suspensão de trás é muito firme e tem curso longo. A Courier joga discretamente a traseira em curvas. Nas frenagens bruscas, também levanta um pouco, mas dentro do limite. A estabilidade em retas é boa, e sensação de flutuação só acima dos 150 km/h. A comunicação rodas/volante é precisa. Nota 7.
Interatividade - A Courier oferece razoável ergonomia, apesar de ser desprovida de ajustes de altura do banco e volante. Os instrumentos são simples, mas de fácil visualização. O modelo oferece boa visibilidade. Os engates do câmbio são macios, mas pouco precisos. Nota 6.
Consumo - Ponto forte do modelo. Fez a boa média de 13,1 km/l com gasolina. Com álcool, 9 km/l. Nota 8.
Conforto - O espaço atrás dos bancos é mínimo, o isolamento acústico do motor é falho e pessoas com mais de 1,80 m têm problemas com a cabeça. Já o espaço para pernas é satisfatório. A suspensão mais dura colabora para refletir as irregularidades da pista. Nota 6.
Tecnologia - A Courier usa plataforma do antigo Fiesta, mas o motor 1.6 litro foi bastante trabalhado para receber álcool. A taxa de compressão subiu para 12,3:1 e ganhou válvula termostática. O freio traseiro conta com válvula que controla a frenagem conforme o peso da caçamba. De equipamento de conforto, apenas de ar e direção hidráulica. Itens de segurança não existem. Nota 7.
Habitabilidade - A caçamba é o grande trunfo da Courier, com seus 1.000 litros e 750 kg de capacidade de carga. A iluminação interna é boa e cintos e tampas estão de acordo. Nota 7.
Acabamento - A qualidade dos materiais é boa, mas simples. Há poucos sinais de rebarbas. Encaixes e fechamentos são precisos. Nota 6.
Design - O desenho que remete ao antigo Fiesta é bastante datado. Montana e até a Strada são mais modernas. No quesito "trabalho", só leva vantagem sobre a Saveiro. Nota 6.
Custo/benefício - A Courier L parte dos R$ 30.410. É mais barata que Saveiro City 1.6, que começa em R$ 31.290, que a Strada Trecking 1.4 - R$ 33.620. Mas a Montana Conquest 1.4 é mais barata: R$ 29.755. Com ar e direção hidráulica, a Courier chega a R$ 36.360. Nota 7.
Total - A Ford Courier L Flex somou 68 pontos em 100 possíveis.
NOTA FINAL: 6,8

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