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31/08/2007 - 20h00

Álcool tenta esquentar venda da Courier

Da Auto Press
COURIER: IMPRESSÕES E FOTOS
Luiza Dantas/Carta Z Notícias
Pouco peso com a caçamba vazia e motor mais potente. Receita para a Courier Flex ter um desempenho muito interessante. A boa taxa de compressão de 12,3:1 e os 107 cv com álcool garantem arrancadas e retomadas competentes.
IMPRESSÕES AO DIRIGIR: COURIER
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Apelos ecológicos à parte, os motores flex surgiram como uma alternativa para aplacar a voracidade tributária nacional, já que pagam impostos menores. E também como um jeito de as montadoras investirem no marketing de "avanço tecnológico" para dar novo fôlego a antigos modelos. É o caso da Ford, que acaba de adotar a novidade etílica para manter a picape Courier viva no mercado.

Para isso, o conhecido motor Rocam 1.6 recebeu novo mapeamento da injeção eletrônica, teve a taxa de compressão alterada para 12,3:1 e ganhou uma válvula termostática, que promete a operação do motor na temperatura ideal de cada mistura: 103º C para álcool e 97º C para gasolina.

O resultado é que a potência da unidade de força apenas com álcool no tanque ficou em 107 cv a 5.500 rpm e 16,6 kgfm de torque máximo a 4.250 giros. Já com 100% de gasolina, aumentou de 95 cv para 96 cv a 5.250 rpm e o torque subiu de 14,3 kgfm para 15,7 kgfm a 4.250 rotações.

FICHA TÉCNICA
Motor: A gasolina e álcool, dianteiro, transversal, 1.598 cc, quatro cilindros em linha, duas válvulas por cilindro. Injeção eletrônica multiponto seqüencial, pistões de alta turbulência e válvula termostástica eletrônica.
Transmissão: Câmbio mecânico de cinco marchas à frente e uma à ré. Tração dianteira.
Potência máxima: 107 cv com álcool a 5.500 rpm e 96 cv com gasolina a 5.250 rpm.
Torque máximo: 16,6 kgfm com álcool e 15,7 kgfm com gasolina a 4.250 rpm.
Diâmetro e curso: 82,0 mm x 75,5 mm. Taxa de compressão: 12.3:1
Suspensão: Dianteira do tipo McPherson, independente, com molas helicoidais, braços inferiores em forma de "L", amortecedores telescópicos hidráulicos de dupla ação pressurizados a gás e barra estabilizadora. Traseira em eixo rígido com molas parabólicas, batente auxiliar e amortecedores pressurizados.
Freios: Discos na frente e tambores atrás. Válvula de controle sensível à carga.
Carroceria: Picape compacta em monobloco com duas portas e dois lugares. 4,45 metros de comprimento, 1,79 m de largura, 1,47 m de altura e 2,83 m de distância entre-eixos.
Peso: 1.045 kg em ordem de marcha. 750 kg de capacidade de carga.
Caçamba: 1.000 litros.
Tanque: 68 litros.
Preço: R$ 30.410 (R$ 36.360 com ar e DH)
Ford Courier L 1.6 Flex
Alguma mudança era mesmo necessária para tentar tornar atraente a picape compacta que pode ser considerada a mais defasada do segmento. Feito desde 1999 na plataforma do antigo Fiesta, em São Bernardo do Campo (SP), o modelo tem visual datado e investe apenas no público que quer uma picape exclusivamente para o trabalho.

E a chegada da motorização que usa álcool e gasolina já serviu para dar um sopro nas vendas. Antes de seu lançamento em junho, a média de vendas do modelo era de 764 unidades/mês. Nos dois últimos meses, passou para 864.

Atrativos
Mas, apesar do anacronismo estético, dentro de sua proposta "proletária" a Courier tem lá seus atrativos. A picape começa em R$ 30.410 na versão L e chega aos R$ 36.360 ao receber ar-condicionado e direção hidráulica (como a configuração avaliada).

O modelo conta com uma generosa caçamba, com volume de mil litros até o limite da carroceria, e leva até 750 kg -- é a maior capacidade de carga da categoria. A Chevrolet Montana carrega até 730 kg, enquanto a Fiat Strada tem capacidade de 705 kg e Volkswagen Saveiro leva 700 kg.

Como em qualquer veículo com foco no trabalho, a lista de equipamentos traz poucos itens de conforto. Espelho cortesia para o carona, sistema antifurto, protetor de caçamba, rede para porta-objetos atrás dos assentos e tomada 12 V são alguns deles. Além disso, o modelo tem grade no vidro traseiro, protetor de caçamba, ganchos para fixação de redes, brake-light, entrada de ar lateral e preparação para som.

A vocação para "carro de batalha" se reflete nas restritas opções de cores para a carroceria: só as sólidas vermelho, branco e preto, e uma única metálica, a prata. (Fernando Miragaya)

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