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28/08/2007 - 20h30

Impressões: Xsara Picasso não esconde sua vocação familiar

Da Auto Press

Pedro Paulo Figueiredo/Carta Z Notícias

O estilo imponente e o desenho peculiar do Citroën Xsara Picasso podem até esconder o jeitão família da minivan média. Mas não há como escapar desta constatação quando se vira a chave do monovolume e se posiciona o câmbio automático em drive. Não que os 138 cv do motor 2.0 multiválvulas sejam "morosos". Mas Num veículo com 1.320 kg de peso, as acelerações e retomadas não pretendem assustar ninguém. De zero a 100 km/h, por exemplo, o modelo avaliado levou 10,9 segundos.

ACELERADAS
A Citroën começou oficialmente suas atividades no Brasil em junho de 1993 com a importação do hatch médio ZX.
A Xsara Picasso foi o primeiro modelo fabricado pela marca francesa no país. Foi lançado no mercado em abril de 2001.
Na unidade da PSA Peugeot Citroën, em Porto Real, no sul do Estado do Rio de Janeiro, também são feitos o Citroën C3 e os Peugeot 206 e 206 SW.
Citroën Picasso e Chevrolet Zafira brigam cabeça a cabeça pela liderança do segmento de minivans. Na totalização até junho, a diferença era de 13 unidades a mais para a Picasso frente a Zafira. Em julho, com o esforço para acabar com o estoque de Picasso com a frente antiga, a Citroën emplacou 1.110 unidades, contra 962 unidades do modelo da Chevrolet.
Na Europa, além, da Xsara Picasso, a Citroën fabrica também a C4 Picasso e a C4 Gran Picasso, sobre a plataforma do médio C4. O modelo maior deve começar a ser importado para o Brasil até o fim do ano e há a possibilidade da versão mais compacta ser produzida na fábrica da PSA na Argentina, onde já é feito o C4 Pallas.
No Brasil, além do Picasso e do C3, a marca francesa está se preparando para vender o sedã médio C4 Pallas e já comercializa a versão esportiva VTR do cupê C4, o médio grande C5 e a station C5 Break e ainda o sedã de luxo C6.
A transmissão automática também sente a relação peso/potência. Nas retomadas, o câmbio demora a resolver qual melhor marcha engatar. De 60 km/h a 100 km/h em "D", sem usar o "kick down", o monovolume levou 13,4 segundos. O melhor na hora de ultrapassar, por exemplo, é usar o modo seqüencial e pisar fundo. Em terceira seqüencial, foram gastos 10,1 segundos para ir dos 60 até os 100 km/h. O mesmo procedimento é aconselhável para os trechos de subida. Como o câmbio oscila bastante e faz mudanças a todo instante, trata-se da forma mais econômica e prática de encarar uma serra.

Uma vida confortável
Mas é só se adequar ao jeito do Picasso. O que não é difícil. A vida a bordo desta minivan média é bastante confortável. A começar pelo motorista, que tem uma posição elevada de dirigir, regulagens de altura do banco e do volante, grande visibilidade, tanto na frente, como lateralmente e atrás. Para estacionar, ainda há um sensor de obstáculos traseiro. Os demais ocupantes também não têm do que reclamar. Há ótimo espaço para pernas e cabeças e três adultos normais podem se acomodar perfeitamente no banco de trás.

Além disso, há uma boa quantidade de porta-objetos e práticas mesinhas de avião fixadas na parte de trás dos assentos dianteiros. A flexibilidade dos bancos da minivan ainda ajuda a quem gosta de carregar a casa dentro do carro. São 550 litros de capacidade do porta-malas. Com todos os bancos traseiros rebatidos, o Picasso passa a acomodar quase 2.000 litros.

A estabilidade é outro ponto que merece destaque. É verdade que a carroceria alta torce um pouco nas curvas mais fechadas e ariscas. Mas em nenhum momento o motorista tem a sensação de que vá perder o controle do carro. O mesmo comportamento é conferido nas frenagens bruscas, graças também ao auxílio do ABS e do EBD nos freios. O modelo ainda se sai bem nas retas. Mesmo acima de 150 km/h não se percebe qualquer flutuação. Susto mesmo só na hora de abastecer. O modelo fez a elevada média de 6,2 km/l de gasolina. (Fernando Miragaya)

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