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17/08/2007 - 20h06

Monza foi um dos propagandistas das 4 portas

Da Auto Press

Reprodução

Os automóveis de quatro portas carregaram muitos estigmas até a década de 80. Além do preconceito de que era veículo para servir como táxi, era comum as pessoas tacharem tal configuração de carroceria como "carro de bandido", já que agilizaria a ação de malfeitores.

Outra ressalva era de que as portas a mais originavam barulhos extras no veículo. Isso sem contar que o custo de reparação em eventuais defeitos ou batidas seria maior num carro com acessos traseiros. Havia ainda a questão da segurança das crianças transportadas atrás. Os pequenos poderiam abrir as portas. Hoje, porém, a chamada trava de segurança se tornou item obrigatório.

Um dos modelos que ajudou a popularizar o quatro portas no Brasil foi o Chevrolet Monza. Lançado inicialmente na versão hatch em 1982, o modelo ganhou uma versão três volumes no ano seguinte com as duas opções de configurações de portas. Aos poucos, a versão quatro portas derrubou preconceitos (quando saiu de linha, em 1997, o modelo só contava com quatro portas). Mesmo caminho foi trilhado por outros sedãs, como o Volkswagen Santana, por exemplo.

Stations e sedãs menores também entraram na onda, o que fez os engenheiros da Volks quebrarem a cabeça com a Parati. É que a perua foi concebida originalmente para receber duas portas. Conta-se que a fabricante fez uma série de ajustes na carroceria e, durante um teste, quando quatro engenheiros abriram as respectivas portas ao mesmo tempo, o carro simplesmente dobrou ao meio.

O projeto, então, voltou à prancheta para o planejamento de reforços nas colunas centrais. O episódio provocou um atraso no lançamento do modelo da Volkswagen em cerca de um ano. Finalmente, em 1998, ficou pronta a Parati quatro portas, 15 anos depois do primeiro lançamento.

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