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10/08/2007 - 20h00

Impressões: a falsa evolução do Palio

Da Auto Press
O Palio jamais foi um grande exemplo de comportamento dinâmico ou de tecnologia. Mas desde que a empresa promoveu mudanças na suspensão, no "face-lift" de 2004, o compacto ficou incomodamente mole, a ponto de comprometer sua estabilidade. Pois o Palio 2008, além de involuir esteticamente, nada mudou no aspecto segurança ou estabilidade. Nas curvas fechadas, o carro canta pneu e joga a traseira.

Em freadas bruscas, além de o veículo não manter a trajetória, embica. Na hora de arrancar, acontece o inverso. A frente do Palio levanta em excesso.

IMAGENS DO PALIO
Pedro Paulo Figueiredo/Carta Z Notícias
Design do Novo Palio tem menos personalidade que o da versão anterior
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O desempenho do motor 1.4, de 81 cv, não é muito mais alentador. Ele só leva vantagem se a comparação for com o Palio 1.0 ou outros mil cilindradas do mercado. Mesmo assim, deixa a desejar, principalmente na hora das retomadas. O modelo demora a responder às investidas no pedal do acelerador.

De zero a 100 km/h, por exemplo, foram necessários 13,1 segundos, e na retomada de 60 km/h a 100 km/h, em quarta marcha (situação típica de uma ultrapassagem em estrada) foram gastos 11,2 segundos. Pisando fundo e com paciência, se alcança a máxima de 160 km/h. Neste momento, o compacto deixa entrever mais um aspecto negativo. Uma incômoda sensação de flutuação a partir dos 120 km/h -- algo precoce, principalmente para um modelo hatch e compacto.

O Palio, pelo menos, manteve a ergonomia correta. Embora o banco do motorista seja mole demais e provoque cansaço em trajetos mais demorados, os comandos estão todos à mão do motorista. A posição de dirigir elevada ajuda. Mas na hora de estacionar, esbarra-se nas largas colunas e no curto diâmetro de giro.

Mole demais
A coluna central, também exagerada, também vira um obstáculo na hora de avançar em cruzamentos. O câmbio tem engates macios, mas absolutamente imprecisos. A comunicação roda/volante também é falha. O fato de o carro ser mole demais faz com que o motorista perca a exatidão da trajetória.

Em termos de espaço, o Palio não foge aos defeitos dos compactos em geral. Principalmente os que têm projeto ultrapassado. Há pouco espaço para pernas e cabeças e os acessos são dificultados pelo vão restrito das pequeninas portas. O porta-malas de 290 litros deixa a desejar, mas é aceitável para o segmento.

Na hora de abastecer, o Palio desagradou. Para um motor de 81 cv, com comportamento tão sem vigor, a média de 6,3 km/l apenas com álcool se mostra um tanto exagerada. (Eduardo Fonseca da Rocha e Fernando Miragaya)

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