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27/07/2007 - 20h09

Suzuki, Aston Martin, GM: novidades de veículos

Toques de esportividade

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Moto GS500E, da Suzuki, mistura linhas clássicas com esportividade para 2008
A Suzuki traz para o Brasil a versão 2008 da GS500E. A moto estilo "naked" ganhou novos grafismos e desenho das setas indicadoras de direção que lembram a da linha GSX-R. Quadro, pára-lamas, carcaça do painel e a alça traseira também foram modificados e adotaram a cor preta no lugar da anterior prateada.

No mais, o modelo continua a mesclar um desenho clássico dos anos 70 com toques de esportividade. Estão lá os tradicionais farol redondo, painel com instrumentos separados e rodas de liga leve de três pontas. O motor de dois cilindros, 487 cc e 48 cv de potência tem refrigeração a ar e dupla carburação. Além disso, conta com suspensão monochoque na traseira. A Suzuki GS500E 2008 custa R$ 21.235.

Tradição à vista

O ABC, em São Paulo, vai ser tomado pelo saudosismo. A região vai ter o seu primeiro encontro de carros antigos, organizado pela ABC Old Car & Parts, para festejar 50 anos de indústria na região, que concentra as três mais antigas montadoras de automóveis do país: General Motors, Ford e Volkswagen, além de unidades de produção de caminhões. O evento acontecerá de 24 a 26 do mês de agosto no Espaço Verde Chico Mendes, em São Caetano do Sul.

A intenção é que o encontro passe a ser anual. O espaço reservado é de 14 mil m² e tem capacidade para comportar mais de mil clássicos. No evento irão desfilar veículos históricos dos setores de automóveis, caminhões, motocicletas, além de veículos especiais, como os fora-de-séries e os "hot-rods". A exposição será dividida em blocos que atendem aos diferentes segmentos. A organização do evento prevê um público de 30 mil pessoas no primeiro dia da exposição.

O adeus

A Aston Martin encerrou sua linha de produção em Newport Pagnell, na Inglaterra. O último modelo produzido pela fábrica foi um Vanquish S Ultimate Edition. A unidade estava há mais de 50 anos em operação. O encerramento da linha de produção se dá três meses depois de a Ford vender a marca britânica por um valor estimado em US$ 925 milhões, para um grupo de investidores liderados por David Richards, ex-chefe das equipes de Fórmula 1 Benetton e BAR.

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Um modelo Vanquish S Ultimate Edition encerrou as atividades da Aston em Newport
O último carro da fábrica inglesa tem um preço sugerido de R$ 700 mil, mas o veículo não será posto à venda e ficará exposto em um museu. A planta de Newport Pagnell foi comprada por David Brown em 1954 e, num primeiro momento, era só utilizada para construir carrocerias dos veículos. Só em 1958, a produção completa dos modelos da marca entrou em atividade na fábrica. A Aston Martin continuará sua produção na unidade de Gaydon, onde são feitos o V8 Vantage, V8 Vantage Roadster, DB9 e DB9 Volante e, futuramente, o DBS.

Pequena grande família

A General Motors resolveu mostrar disposição no Brasil e na Argentina. A montadora já avisou que planeja uma nova família de veículos compactos no Mercosul. A idéia é investir US$ 500 milhões nas operações nos dois países para produção de veículos que serão comercializados aqui e em outros mercados emergentes.

A quantia anunciada também será utilizada em melhorias e atualizações das fábricas de Rosário, na Argentina, e de São Caetano do Sul. O investimento inclui a expansão da área de Desenvolvimento do Produto do Centro Tecnológico da GM, localizado na unidade do ABC paulista, a construção de um novo prédio para a engenharia e a compra de novos equipamentos e melhorias na infra-estrutura.

Em plena forma

A Honda ri à toa com seu monovolume compacto. O Honda Fit acaba de atingir a marca de 2 milhões de unidades vendidas pelo mundo desde seu lançamento, em 2001, no Japão e na Europa, onde recebe a alcunha de Jazz. No Brasil, o modelo deu as caras em 2003 como o segundo produto da marca no país, feito na planta de Sumaré, no interior de São Paulo. Por aqui, o compacto acumula mais de 133 mil veículos comercializados, sendo que no primeiro semestre deste ano foram 15.313 unidades entregues.

O Fit é produzido em seis fábricas instaladas no Brasil, duas no Japão, China, Bélgica e Tailândia. O Japão, por sua vez, tem a maior frota do carro: são cerca de 962 mil exemplares, mais que o dobro que em todo o continente europeu, que já adquiriu 417 mil unidades do carro.


Rapidamente ecológico

Um Dodge Viper SRT-10, equipado com um colossal motor de 1216 cv, movido a etanol, bateu o recorde de velocidade de automóveis de rua, ao alcançar a marca de 355,2 km/h nos arredores do Aeroporto de Oskada, no estado americano de Michigan. A bordo do modelo estava o empresário Karl Jacob, que faz parte da National Ethanol Vehicle Coalition, entidade que defende a aplicação do combustível biológico em maior escala.

Por meio do novo recorde, Jacob quis mostrar que a potência de um carro não está ligada diretamente a motores poluentes. Para construir o veículo, Jacob recorreu à empresa SVS, sediada em Chicago e especializada em modificar motores com ajuda de programas de computador. O Viper ganhou um biturbo, novo sistema de exaustão e freios de alta performance. Durante a preparação do Viper se constatou que a utilização do etanol era tanto viável ecologicamente, como em potência de motor.

Marketing verde

A Hyundai e a sua controlada Kia concluíram as obras do novo centro de pesquisa e desenvolvimento de tecnologia ambiental, em Seul, na Coréia do Sul, onde as duas marcas trabalharão em conjunto. Num investimento de aproximadamente US$ 58 milhões, o complexo dispõe de uma estação de hidrogênio, laboratórios de emissões, dinamômetro e outros equipamentos de propulsão elétrica. Com esta instalação, as marcas pretendem acelerar a comercialização de veículos elétricos movidos a célula de combustível.

O centro contará com mais de 200 pesquisadores e uma unidade para desenvolvimento de protótipos, que montará carros de maneira automotizada para uma possível aplicação no futuro. Para reforçar o marketing verde, o lugar possui ainda banheiro com vasos sanitários aspiradores, como os de aviões, estimando uma economia de mais de 1 milhão de litros d'água por ano.

(Luiz Fernando Lovik, coluna Autotal, da Auto Press)

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