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20/07/2007 - 20h03

Impressões: Fiesta Trail, uma aventura limitada

Da Auto Press
O Fiesta Trail inegavelmente atrai pelo visual. As molduras no pára-choques, o bagageiro no teto e os estribos laterais, sem dúvida, emprestam um ar mais jovial e arrojado ao compacto da Ford. Mas trata-se do velho e conhecido Fiesta.

Ou seja, nada de achar que os adereços visuais credenciam o carro a enfrentar trechos "off-road", por mais leves que sejam. Afinal, não há nem suspensão reforçada nem pneus de uso misto.

Mesmo assim, sob o capô também está um velho conhecido: o motor RoCam de 111 cv (só com álcool). Ele responde bem às investidas no pedal do acelerador com prontas arrancadas e retomadas "espertas", beneficiadas ainda mais pelo baixo peso do veículo. A estabilidade também é garantida pelas curtas dimensões do carrinho e pela suspensão bem acertada.

A dirigibilidade, porém, é prejudicada nos detalhes. O quadro de instrumentos e o volante não se entendem. A direção atrapalha sempre a visão do painel para o motorista, mesmo que se baixe ao máximo o assento. A visibilidade é prejudicada pelo vidro traseiro diminuto e pelas largas colunas centrais e traseiras.

Isso sem falar no acabamento interno que deixa muito a desejar em termos de qualidade. O consumo não chega a consolar, mas não assusta: a média foi de 7,3 km/l. (por Fernando Miragaya)

EM DEZ PONTOS, O FIESTA TRAIL
DesempenhoO motor 1.6 de 111 cv é o maior trunfo do Fiesta Trail. Ele proporciona arrancadas e retomadas eficientes, principalmente acima dos 3 mil giros. O câmbio é bem escalonado e o modelo não assusta na hora das freadas.8
EstabilidadeAs dimensões enxutas e a suspensão bem acertada deixam o compacto da Ford "no chão", mesmo nas curvas mais fechadas. Em velocidades altas, a sensação de flutuação surge aos 150 km/h.7
InteratividadeO Fiesta peca em vários aspectos. O mais gritante é a falta de ajuste de altura do volante. Em qualquer posição que se regule a altura do banco do motorista, a visualização do quadro de instrumentos é prejudicada pelo volante. Os engates da marcha são precisos, mas o curso é longo demais. A visibilidade traseira é prejudicada pelas colunas centrais e pelo pequeno vidro traseiro.6
ConsumoO modelo avaliado registrou a regular média de 7,3 km/l com álcool. Razoável para um compacto.7
ConfortoEm altas rotações o barulho do motor invade o habitáculo sem cerimônias. Como todo compacto, o Fiesta tem problema de espaço para pernas e cabeças. A suspensão é bem acertada e não reflete as irregularidades da pista. 6
TecnologiaTrata-se de um projeto de 2001, mas ainda atual. O motor Zetec RoCam 1.6 não deixa de ser eficiente e a versão conta com uma interessante lista de equipamentos de conforto. Itens de segurança são inexistentes.6
HabitabilidadeO espaço no porta-malas, de 305 litros, é razoável, mas no interior não há muitos porta-objetos. Apesar de ser um compacto, os acessos não são ruins.6
AcabamentoÉ o maior "drama" dos modelos que saem de Camaçari. Apesar das maquiagens e das bossas implementadas na versão Trail, há rebarbas, encaixes malfeitos e materiais que inspiram desconfiança. Nem a capa de neoprene nos bancos disfarça a simplicidade do interior.5
DesignO Fiesta já era bem ajeitadinho e com o "face-lift" promovido pela Ford ele ficou mais moderninho e ganhou um sopro de vida.7
Custo/benefícioA versão Trail é cara e não tem qualquer aptidão lameira. Nem mesmo pneus de uso misto. Além disso, consegue custar mais que o Focus GL - R$ 43 mil - e fica apenas um pouco mais barato que o EcoSport, que começa em R$ 46 mil.6
Total/médiaO Fiesta Trail somou 64 pontos em 100.6,4
QuesitoComentárioNota

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