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20/07/2007 - 20h00

Fielder flex chega com mais luxo para segurar a ponta nas vendas

Da Auto Press
A Corolla Fielder é um exemplo de modelo que sabe se manter no mercado. Além de um conjunto equilibrado, a station da Toyota tem uma folgada liderança no seu segmento. E claro que qualidades como confiabilidade e equilíbrio dinâmico têm muito a ver com a situação -- tanto que ela manteve a posição apesar de, entre as peruas médias, ser a que tem o desenho mais conservador, o projeto mais antigo e ter sido a última a entrar na onda flexfuel.

A FIELDER FLEX EM IMAGENS
Pedro Paulo Figueiredo/Carta Z Notícias
Nem um punhado a mais de luxo consegue disfarçar as linhas ultrapassadas da perua
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A marca japonesa decidiu compensar essa defasagem lançando, juntamente com a motorização que aceita álcool e gasolina, uma configuração top SE-G para a Fielder. O principal chamariz da versão é justamente a lista de equipamentos. Ar-condicionado automático digital, direção hidráulica, airbag duplo, freios com ABS e EBD, trio elétrico e regulagens de altura do banco do motorista e do volante estão entre os itens.

Para agregar requinte à linha e se diferenciar da versão top anterior, a XEi automática, a configuração recebeu equipamentos como bancos de couro, rádio/CD player com disqueteira para seis discos, controle de cruzeiro, computador de bordo e retrovisor eletrocrômico.

Claro que o novo recheio se reflete no preço: a Fielder SE-G custa R$ 83.712, quase R$ 12 mil a mais que a XEi automática.

IMPRESSÕES
Pedro Paulo Figueiredo/Carta Z Notícias
A Fielder agrega as mesmas virtudes do Corolla sedã: conforto, boa dirigibilidade, um bom pacote de equipamentos e um desempenho eficiente. Os 136 cv do motor 1.8 16V, agora flexfuel, garantem um comportamento sem surpresas.
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Com isso, a versão topo de linha da Fielder se torna mais cara que suas rivais diretas. A Renault Mégane Grand Tour Dynamique 2.0 automática, por exemplo, custa R$ 75.230 completa. Já a Peugeot 307 SW Allure 2.0 automática tem preço de R$ 76.990.

O que comprova a competitividade e o poder de resistência da Fielder. Apesar de dispor apenas de configurações que começam em R$ 67.144 (a XEi mecânica), a station da Toyota ainda leva a melhor sobre a Grand Tour. Mesmo que o veículo da marca francesa tenha modelos que começam em "módicos" R$ 56 mil.

Na soma do ano, a perua da Renault soma 2.749 unidades vendidas, enquanto a Fielder já acumulou 4.207 unidades. A Peugeot 307 SW, feita na Argentina, emplacou apenas 578 unidades nos seis primeiros meses do ano.

O confiável e comportado conjunto da marca nipônica realmente faz a diferença. O modelo conta com o competente e moderno motor VVT-i 1.8 litro de 16 válvulas. O propulsor recebeu tecnologia flex e conta com um eficiente comando de válvulas variável. Esse sistema mantém o torque sempre ativo, mesmo em baixas rotações, o que representa respostas mais rápidas, principalmente nas retomadas de velocidade.

FICHA TÉCNICA
Toyota Fielder SE-G 1.8 Flex automática
Motor: Gasolina ou álcool, dianteiro, transversal, 1.794 cc, quatro cilindros em linha, quatro válvulas por cilindro e comando variável de válvulas na admissão e no escape. Injeção eletrônica de combustível multiponto seqüencial.
Transmissão: Câmbio automático de três marchas à frente mais overdrive e uma a ré. Tração dianteira.
Potência: 136 cv a 6.000 rpm.
Torque: 17,5 kgfm a 4.200 rpm.
Diâmetro e curso: 79 mm X 91,5 mm. Taxa de compressão de 10,0:1.
Suspensão: Dianteira independente do tipo McPherson, com molas helicoidais, amortecedores hidráulicos e barra estabilizadora. Traseira por eixo de torção, com molas helicoidais, amortecedores hidráulicos e barra estabilizadora.
Freios: Discos ventilados na frente e discos sólidos atrás, assistidos por ABS e EBD.
Carroceria: Station-wagon média em monobloco com quatro portas e cinco lugares. 4,45 metros de comprimento, 1,70 metro de largura, 1,53 metro de altura e 2,60 metros de distância entre-eixos.
Peso:1.245 kg em ordem de marcha.
Porta-malas: 411 litros.
Tanque: 55 litros.
Preço: R$ 83.712
De qualquer forma, mesmo com o flex, a fabricante optou por não aumentar a potência, mantendo-a em 136 cv a 6.000 rpm usando álcool ou gasolina. O torque também permaneceu inalterado, com 17,5 kgfm disponível em 4.200 giros.

Na SE-G, esta unidade de força trabalha com o câmbio automático de três velocidades mais overdrive. Essa transmissão é conceitualmente antiga e não tira do propulsor tudo que poderia. Por outro lado, o modelo conta com um acertado conjunto de suspensão, independente na frente e com eixo de torção e barra estabilizadora atrás.

No mais, há o já conhecido desenho que deixou o Corolla e a Fielder como o mais defasado em design entre seus respectivos rivais. Mas a chegada da versão SE-G para a Fielder e da motorização flexível para as linhas sedã e station-wagon foi a forma encontrada pela marca japonesa para dar um fôlego de vendas à linha de médios, enquanto a nova geração não chega.

O que não tardará muito: o novo Corolla sairá da linha de montagem no primeiro semestre do ano que vem. A idéia da montadora é que, remodelado, ele volte a apresentar o poder de fogo que lhe rendeu a liderança por mais de três anos ininterruptos. (por Fernando Miragaya)

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