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13/07/2007 - 20h00

Com Murano, Nissan tenta misturar asfalto e lama

Da Auto Press
Para a Nissan do Brasil, o Murano tem uma função quase ideológica. Afinal, a fabricante japonesa sempre foi uma referência em veículos fora-de-estrada e quer se livrar desse "estigma" que a persegue, principalmente no mercado brasileiro. E é justamente o Murano que prepara o terreno (sem trocadilhos) da transição dos "off-road" para veículos de passeio sofisticados.

O MURANO EM IMAGENS
Jorge Rodrigues Jorge/Carta Z Notícias
Novo carro da Nissan tem visual ousado
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Trata-se de um típico crossover: tem jeitão de utilitário esportivo e até algumas aptidões lameiras, mas com a conveniência e o conforto dos automóveis tipicamente urbanos. Com isso, a Nissan aproxima seus consumidores habituais dos modelos "on road" da marca, como o novo Sentra, que estreou por aqui em abril, e o hatch médio Tiida, que desembarca no mês que vem. Além desses, um compacto feito no Brasil deve dar as caras em 2008.

É verdade que o conceito de crossover já não é nenhuma novidade. Só que o Murano impressiona não por sua proposta, e sim pelo seu design, que parece ter sido importado de um filme futurista de Steven Spielberg. Quase tudo no visual do carro passa longe da mesmice.

IMPRESSÕES AO DIRIGIR
Jorge Rodrigues Jorge/Carta Z Notícias

Ao entrar no Murano, tem-se a impressão de adentrar uma nave espacial de filmes de ficção, tamanha a ousadia de suas linhas. Mas a realidade chega logo ao se virar a chave do crossover e engatar o câmbio CVT. Graças a ele, a condução do modelo é divertida e confortável.
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O capô tem linhas fluidas e corte curvilíneo com apenas dois discretos vincos. A grade cromada estreita tem uma aparência dentada e separa os conjuntos óticos triangulares com faróis duplos e setas integradas que invadem a carroceria.

O pára-choque bojudo e proeminente parece estar desgrudado do resto da frente do veículo e traz dois faróis de neblina redondos em forma de canhão, além de uma entrada de ar generosa.

Visto de perfil, o vidro dianteiro se apresenta bastante inclinado e confere arrojo ao Murano, ao mesmo tempo em que pára-lamas musculosos, vincos nas portas e linha de cintura alta lhe emprestam robustez.

Por trás
Na traseira, mais ousadias visuais. O vidro tem as extremidades arredondadas e a generosa tampa do porta-malas tem um corte em V. Esse desenho acompanha o estilo das lanternas triangulares -- que, devido à proeminência, emprestam uma aparência musculosa. O aspecto robusto ainda é mais realçado pelo pára-choques bojudo com um vinco central.

FICHA TÉCNICA
Nissan Murano 3.5 V6
Motor: Gasolina, dianteiro, transversal, 3.498 cc, seis cilindros em V a 60º, quatro válvulas por cilindro com controle variável de abertura. Injeção eletrônica de combustível multiponto seqüencial e duplo comando de válvulas. Bloco e cabeçotes em alumínio. Acelerador eletrônico.
Transmissão: Câmbio automático continuamente variável com seis velocidades e opção de modo seqüencial na alavanca. Tração 4X4 integral. Controles eletrônicos de estabilidade e tração.
Potência: 231 cv a 6.000 rpm.
Torque: 32,4 kgfm a 3.600 rpm.
Diâmetro e curso: 95,5 mm x 81,4 mm; compressão de 10,3:1.
Suspensão: Dianteira independente do tipo McPherson, com molas helicoidais, amortecedores hidráulicos, barra estabilizadora sólida e travessa superior. Traseira independente Multi-link, com molas helicoidais, amortecedores hidráulicos e barra estabilizadora tubular.
Freios: Discos ventilados na frente e discos sólidos atrás. ABS, EBD e assistente de frenagem.
Carroceria: Crossover grande em monobloco com 4 portas e cinco lugares. 4,77 m de comprimento, 1,88 m de largura, 1,70 m de altura e 2,82 m entre-eixos.
Peso:1.875 kg em ordem de marcha. 505 kg de carga útil.
Porta-malas: 480 litros.
Tanque: 82 litros.
Capacidade off-road: Ângulo de entrada de 28º, ângulo de saída de 25º. 17 cm de vão livre do solo.
Preço: R$ 225,5 mil
O desenho interior não tenta ser menos ousado que o exterior. O quadro de instrumentos tem conta-giros, velocímetros e indicadores de temperatura e nível do combustível em mostradores circulares, com ponteiros vermelhos e fundo amarelado.

Esse quadro de instrumentos é envolvido por uma moldura de linhas retas e curvas feito em aço escovado. O mesmo material serve para acabar detalhes no volante, no descansa-braço das portas, no console central e na parte central do painel.

Por dentro, sobram espaço e conforto, qualidades quase obrigatórias para um veículo de R$ 225,5 mil. Lá estão ar-condicionado automático com saídas independentes para o carona e para os bancos traseiros, direção hidráulica, trio elétrico, controle remoto na chave, rádio/CD player com disqueteira para seis discos e sistema de som Bose, bancos de couro, rodas de liga leve aro 18, regulagem de altura do volante, controle de cruzeiro, comandos de áudio no volante, ajuste elétricos dos bancos e dos pedais, computador de bordo e um monitor de cristal líquido de 5,8 polegadas com informações diversas.

Segurança
Entre os equipamentos de segurança, oito airbags, freios com ABS e EBD, controles eletrônicos de estabilidade e tração, retrovisor eletrocrômico e faróis de xênon com regulagem e lavador. A tração do modelo é integral, movida por um respeitável motor V6 em bloco e cabeçotes de alumínio 3.5 litros.

O propulsor de 24 válvulas conta com duplo comando de válvulas, controle variável de abertura das mesmas e gera uma potência de 231 cv a 6 mil giros e torque máximo de 32,4 kgfm a 3.600 rpm. Essa unidade de força trabalha em conjunto com uma transmissão CVT de seis velocidades.

O motor é basicamente o mesmo que equipa o esportivo 350 Z. Mais uma mostra de que a Nissan quer provar que tem versatilidade para se sair bem tanto na lama quanto no asfalto. (por Fernando Miragaya)

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