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05/07/2007 - 13h12

Fiat lança nova edição do Cinquecento

Da BBC Brasil
A Fiat está lançando uma nova edição do clássico modelo Cinquecento para comemorar os 50 anos do carro que se tornou um ícone da indústria automobilística italiana.

No dia 4 de julho de 1957, um símbolo caiu na estrada quando o primeiro Fiat 500 deixou a linha de produção em Turim. Ao longo das décadas, o carro passou a ser um símbolo da Itália e da própria Fiat.

O campo de testes da Fiat em Balocco, nos arredores de Turim, foi o local escolhido pelos executivos da marca italiana para demonstrar, antes do lançamento mundial, a nova menina dos olhos da empresa.

O atualizado Fiat 500 chega ao mercado com a intenção de pavimentar a recuperação econômica do grupo italiano que chegou a vender, nos anos 1990, metade de todos os automóveis comercializados em seu país.

"Este foi o carro que deu aos italianos comuns quatro rodas pela primeira vez, que transformou um país e uma companhia", diz o jovial presidente da Fiat, Luca de Meo.

O novo carro é claramente desenhado para ser uma homenagem ao seu famoso predecessor -- todo curvas e aconchego.

O chefe do Departamento de Engenharia da Fiat, Harald Wester, diz que quando entra no pequeno carro, sente como se ele o estivesse dando "um grande abraço".

Ele admite que se sente uma grande criança se divertindo com seu novo brinquedo, ao volante de uma versão do novo Fiat 500, que faz curvas de dar calafrios no estômago a 160 km/h.

"E nem perde o controle", ele diz, enquanto o esportivo de motor 1.4 litro, 100 hp e 16 válvulas contorna o trajeto da pista encravada em meio a arrozais do Piemonte italiano. "Não perde nada de controle."

Estratégia
O Fiat 500 é uma tentativa da marca italiana de cavar espaço em uma onda retrô que tem sido bem aproveitada por concorrentes, como a BMW.

Depois de uma crise nos anos 90, a Fiat se tornou, no ano passado, a fabricante automotiva de maior crescimento na Europa -- o faturamento subiu 17%.

Em 1990, mais da metade dos carros vendidos na Itália eram Fiat - caiu a quase metade dessa proporção em 2003. "(O novo Cinquecento) é uma espécie de manifesto sobre como queremos posicionar a Fiat no futuro", diz o CEO, De Meo.

A Fiat de ontem significava preços baixos e, com freqüência, também qualidade baixa.

Hoje, fabricantes europeus terão de se ajustar a um mercado no qual fabricantes chineses e indianos, de muito menor custo, estão se coçando para concorrer.

"Queremos a Fiat em uma posição mais alta que hoje, queremos que esteja em uma faixa de mercado mais alta", afirma De Meo.

"Você não vai a uma loja e compra um terno italiano esperando que seja o mais barato de todos. A mesma coisa é verdade para o negócio automotivo."

Com 25 mil pedidos do novo Cinquecento já encomendados por revendedores, o executivo acredita que o novo lançamento será um sucesso de vendas.

A meta é vender 50 mil unidades do Fiat 500 até o fim do ano.

Com informações de Mark Duff, de Turim

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