VW anuncia novo Passat e reafirma meta de 800 mil carros nos EUA

CLAUDIO DE SOUZA

Editor de UOL Carros
Em Detroit (EUA)

 

A Volkswagen anunciou neste domingo (9), em Detroit (EUA), o lançamento do Passat 2012. O carro vinha sendo alardeado como o "novo sedã médio" (new midsize sedan, ou NMS) para o mercado norteamericano, e a marca alemã esperou até o último instante -- ou seja, a véspera do Salão de Detroit, onde o carro será lançado oficialmente  -- para revelar o nome do modelo. Fez algo parecido, antes, com o novo Jetta (visto no Salão de São Paulo 2010), que foi anunciado a conta-gotas como o new compact sedan e acabou nascendo com um nome velho.

Este Passat não é o mesmo da Europa, visto no Salão de Paris de 2010, fabricado na Alemanha e aguardado no Brasil neste ano. Uma das diferenças está no tamanho: o modelo ianque mede 4,86 metros, contra 4,77 metros do europeu. Outra, na origem: o carro dos EUA será feito na nova fábrica da Volks em Chattanooga, no Estado do Tennessee.

PASSAT EUROPEU

  • Murilo Góes/UOL

    Este é o modelo apresentado nos salões de Paris e São Paulo, em 2010: menor, mas mais completo

Demais disso, o conjunto óptico do Passat dos EUA é mais retilíneo e não possui LEDs para iluminação diurna; os frisos da grade dianteira são três, contra quatro no europeu; e as lanternas traseiras são um pouco maiores no carro norteamericano.

As opções de motores do Passat 2012 serão três: 2.5 a gasolina de 170 cavalos, 2.0 turbodiesel de 140 cavalos e um V6 3.6 a gasolina de 280 cavalos. A unidade a diesel, segundo a Volks, será capaz de entregar um consumo médio de 18 km/l. Quando chegar às lojas, provavelmente ainda no primeiro semestre, deve começar em torno de US$ 20 mil na versão de entrada, a S (haverá mais duas, SE e SEL), um valor adequado para combater rivais como Toyota Camry e Honda Accord, ambos bons de venda nos EUA.

Para chegar a esse preço básico o Passat deverá vir mais "pelado", e ao mesmo tempo com uma lista de itens opcionais extensa. Rodas de 17 ou 18 polegadas e ajustes elétricos nos bancos, só pagando a mais.

800 MIL É O NÚMERO
Na apresentação do Passat à imprensa em Detroit, na qual o carro simplesmente não foi mostrado ao vivo, chefões da Volkswagen reafirmaram a meta de vender 800 mil unidades por ano nos EUA até 2018, ano em que a marca alemã pretende ser a maior montadora do mundo. Em 2010, a Volks emplacou 260 mil unidades no país.

O número é considerado megalomaníaco por especialistas no mercado dos EUA, mas ao menos o presidente mundial da Volks, Martin Winterkorn, reconheceu em seu discurso que os EUA foram longamente negligenciados nas estratégias da empresa (em outras palavras, seus carros vendiam pouco por aqui), e que agora são parte crucial nesse ambicioso plano de dominação global -- localmente, ele já custou cerca de US$ 4 bilhões em novos investimentos, incluindo a fábrica de Chattanooga.

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