Com novo 300, Chrysler busca glamour perdido; carro chega ao Brasil no 2º semestre

CLAUDIO DE SOUZA

Editor de UOL Carros
Em Detroit (EUA)

  • Claudio de Souza/UOL

    <b>Chrysler 300 2011 chega com mudanças estéticas e missão de reerguer a marca</b>

    Chrysler 300 2011 chega com mudanças estéticas e missão de reerguer a marca

Para deixar claro que está vivendo um novo tempo depois da crise de 2008-2009 e da aliança salvadora com a Fiat, a norteamericana Chrysler, uma das anfitriãs do Salão de Detroit, apelou ao passado e a um certo "glamour perdido" pelos Estados Unidos em alguma esquina do capitalismo ultraliberal. Foi esse o mote da apresentação, nesta segunda-feira (10), do modelo 2011 do sedã grande 300, fortemente renovado na aparência -- medida necessária para animar suas vendas, que em cerca de quatro anos conseguiram ficar quatro vezes menores (37 mil unidades nos EUA em 2010).

O carrão de mais de 5 metros de comprimento e 56 anos de uma história descontinuada algumas vezes -- mas durante a qual, segundo a Chrysler, ajudou a construir o indiscreto charme dos EUA de antanho --, ganhou um visual mais contemporâneo e menos bruto que o do modelo que circula hoje no Brasil. A primeira novidade que salta aos olhos são os conjuntos de LEDs nos faróis dianteiros, mas também na dianteira houve mudanças na grade. O 300 passou a lembrar, ainda que levemente, algum carro da Rolls-Royce.

A silhueta do sedã também foi modificada. A carroceria parece mais elevada em relação ao solo (embora a Chrysler diga que a distância, na verdade, aumentou em 4 mm), reduzindo ou quase eliminando a impressão de carro rebaixado; as caixas de roda estão mais suaves (mas as rodas propriamente ditas, não: têm 19 polegadas e pneus 235/55) e a área envidraçada aumentou, descendo um pouco a linha de cintura. O 300 perdeu aquele ar de carro de gangsta rapper. Vista de lado, a traseira apresenta um corte diagonal abrupto e parece volumosa, mas as novas lanternas ficaram bonitas.

Em suas duas pontas, o 300 ostenta o novo logotipo da Chrysler, predominantemente azul.

Por dentro, a unidade exposta em Detroit possuía acabamento em couro claro e passava uma impressão de solidez que também remete a modelos maiores e muito mais caros (ainda vale, guardadas as proporções, a citação à Rolls-Royce feita acima). Até o relógio analógico no centro do painel frontal ganhou um novo e atraente desenho. Entre os principais novos conteúdos estão a tela de 8,4 polegadas com funções multimídia e de navegação, o alerta de colisão frontal e o monitor de ponto cegos.

Os propulsores disponíveis são o novo Pentastar V6 de 3,6 litros, feito de alumínio, que entrega 292 cavalos de potência, e o conhecido HEMI de 5,7 litros e oito cilindros em V, gerador de 363 cavalos e capaz de funcionar com apenas quatro cilindros nas situações em que pode economizar combustível.

Nos Estados Unidos, o 300 deve começar a ser vendido por volta de abril, com preço inicial de US$ 27.995 (cerca de R$ 47.600). No Brasil, as vendas devem iniciar-se no segundo semestre deste ano, mas não há preço definido -- o 300 modelo 2010 parte de R$ 132 mil, dotado do antigo motor V6 de 3,5 litros.

OUTROS MODELOS
A Chrysler também apresentou em Detroit a minivan Town & Country, que passou por uma reformulação de estilo, e que deve ser vendida no Brasil ainda este ano, e o sedã médio 200, o Sebring reconstruído, que agora ficou parecendo um cruzamento de Chrysler com BMW com algum três-volumes coreano. Este não será comercializado no Brasil, porque chegaria com preço alto demais para competir com Toyota Corolla e Honda Civic, entre outros.

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