Volkswagen revela nome e objetivos de seu novo sedã para os EUA

CLAUDIO DE SOUZA

Editor de UOL Carros
Em Detroit (EUA)

  • Reprodução

    <b>2012 o quê? Volkswagen faz mistério até quanto ao nome do novo sedã</b>

    2012 o quê? Volkswagen faz mistério até quanto ao nome do novo sedã

A Volkswagen apresenta na noite deste domingo (9), em Detroit, nos Estados Unidos, seu novo sedã de porte médio, que deve substituir o Passat no mercado norteamericano. O modelo vem sendo tratado pela sigla NMS ("new midsize sedan") e já teve esboços oficiais, bem pouco reveladores, divulgados pela montadora.

Agora, em seu site dos EUA, a Volks atiça a curiosidade geral quanto ao nome do futuro sedã.

Prometendo um carro de visual mais fluido e com mais espaço a bordo (na comparação com o Passat, supõe-se), o teaser deixa uma lacuna a ser preenchida pelos curiosos quando o nome for revelado -- o que deve acontecer neste domingo, embora o texto do anúncio cite a segunda-feira (10), primeiro dia de imprensa do North American International Auto Show, mais conhecido como Salão de Detroit (no Twitter, procure #NAIAS).

Há várias especulações na praça, entre elas, a de que o modelo da Volks virá com uma denominação alfanumérica (como nos Audi); recentemente, ganhou força a hipótese de que algum nome já conhecido, talvez temporariamente aposentado ou ativo apenas em mercados "distantes", poderia ser utilizado. É o caso, por exemplo, de Santana, ainda o nome de um sedã chinês da Volks que deve sair de linha no próximo ano -- o NMS também o substituirá. Como em outros modelos da marca alemã, Santana é uma referência a um vento -- que, aliás, sopra na Califórnia.

O NMS (ele será "médio" nos EUA, mas no Brasil teria porte de sedã grande) deve aprofundar a estratégia da Volks de baixar um pouco a bola de seus modelos no mercado ianque, tornando-os mais atraentes para um consumidor que aprecia os Toyota Corolla e Camry e os Honda Civic e Accord não apenas pela propalada confiabilidade dos japoneses, mas também pelo preço amigável desses três-volumes em seus respectivos segmentos. Na mira do NMS estão, especificamente, Camry, Accord e Ford Fusion.

O novo Jetta, já à venda no mercado dos EUA e a caminho do Brasil neste ano, foi o primeiro movimento da Volks nesse sentido. Tudo porque a marca alemã pretende conquistar a liderança absoluta do mercado automotivo mundial em 2018 -- uma meta que, de tão repetida e reverberada, já ganhou ares de inexorabilidade. Para tanto, quer (ou precisa) vender 800 mil carros por ano para os americanos (hoje não chega a 260 mil). E fabricará o NMS no Tennessee.

Atualmente, os preços do novo Jetta nos EUA começam em cerca de US$ 16 mil, mesma faixa inicial de Corolla e Civic. Mas os do Passat partem de US$ 27.200, contra cerca de US$ 20 mil do Camry e US$ 21.200 do Accord. É uma diferença significativa para consumidores ainda abalados pela crise de 2008.

Levando-se em conta que o NMS também será, como dissemos, vendido na China, o produto que a Volks mostrará neste domingo aos jornalistas de todo o mundo reunidos aqui em Detroit certamente custará menos do que o veterano três-volumes. Que, por sinal, sumiu do configurador do site brasileiro da marca.

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