Topo

Carros

Junção de Renault e Nissan é enorme desafio para Carlos Ghosn

Liam Proud, Swaha Pattanaik e Carol Ryan

De Londres (Inglaterra)

29/03/2018 14h15

Chefão do grupo é principal articulador da fusão entre as duas marcas; recompensa pode ser grande

Carlos Ghosn tem um incentivo para ser audacioso. O chefe da Renault e presidente da aliança está pressionando por uma fusão completa entre as duas empresas, que já têm laços estreitos. O governo francês poderia usar sua participação de 15% na Renault para colocar obstáculos à fusão, mas Ghosn tem amplos motivos para continuar tentando.

A última ideia da saga Renault-Nissan é que ambos os grupos de investidores receberão ações de uma nova empresa que poderia estar sediada na Holanda ou em Londres e ter sedes duplas na França e no Japão, informou a "Bloomberg". A "Reuters" informou em 7 de março que a Nissan, que possui 15% da Renault, compraria a participação do governo francês e formaria uma fundação holandesa para gerenciar as operações combinadas como um prelúdio para a integração total.

Veja mais

No Brasil, governo atrasa planos da Renault
Brasil já tem 3,5 milhões de carros com airbags fatais
Inscreva-se no canal de UOL Carros no Youtube

Instagram de UOL Carros
Siga UOL Carros no Twitter
Quer negociar hatches, sedãs e SUVs? Use a Tabela Fipe

Um funcionário do Ministério das Finanças francês, subsequentemente, descartou a ideia de uma fundação holandesa. A Renault e a Nissan rejeitaram os dois relatos da mídia como "especulação". As ações do grupo francês, no entanto, subiram 5% na quinta-feira para o maior valor em uma década.

Para o otimismo de todos os investidores, há obstáculos em potencial para criar uma entidade mesclada. Uma listagem holandesa ou inglesa pode, eventualmente, dar acesso ao grupo a capitais mais profundos. Mas os atuais acionistas franceses ou japoneses com mandatos para investir em empresas de capital aberto podem ter que vender sua participação.

E é improvável que a promessa de manter a sede em ambos os países conquiste o governo. A França provavelmente insistiria em manter o "know-how" de engenharia de veículos elétricos e exigir garantias de emprego. O Japão não concordará com uma integração mais próxima enquanto a França for um acionista, de acordo com Ghosn, e há poucas evidências para sugerir que isso mudará em breve.

Divulgação
Homem-forte da Renault-Nissan, Carlos Ghosn apresenta conceito de van elétrica movida a pilha de etanol no Brasil Imagem: Divulgação

Ghosn, no entanto, está certo em continuar tentando. Depois de quase duas décadas de cooperação, as margens operacionais dos dois grupos ainda são substancialmente menores, como a Daimler e a BMW. A aliança está almejando sinergias anuais de 10 bilhões de euros até 2022. Mas os investidores compreensivelmente dão crédito ao grupo por menos, dada a dificuldade de fixar o valor exato dos custos que foram evitados.

Ghosn poderia economizar mais, se não tivesse que agradar dois conjuntos de acionistas. Isso torna uma fusão Renault-Nissan complicada, mas recompensadora.

ID: {{comments.info.id}}
URL: {{comments.info.url}}

Ocorreu um erro ao carregar os comentários.

Por favor, tente novamente mais tarde.

{{comments.total}} Comentário

{{comments.total}} Comentários

Seja o primeiro a comentar

{{subtitle}}

Essa discussão está encerrada

Não é possivel enviar novos comentários.

{{user.alternativeText}}
Avaliar:
 

* Ao comentar você concorda com os termos de uso. Os comentários não representam a opinião do portal, a responsabilidade é do autor da mensagem. Leia os termos de uso

Escolha do editor

{{ user.alternativeText }}
Escolha do editor

Mais Carros