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Volkswagen evita greve geral com aumento de 4,3% para trabalhadores alemães

Christian Charisius/Reuters
Grupo VW enfrenta pagamentos de bilhões em multas por escândalo do diesel e investimentos para migrar para elétricos e autônomos Imagem: Christian Charisius/Reuters

Jan Schwartz

De Hamburgo (Alemanha)

21/02/2018 09h16

Aumento vale para 120 mil operários de todo o Grupo Volkswagen

O Grupo Volkswagen concordou em aumentar os salários de mais de 120 mil trabalhadores na Alemanha em 4,3% a partir de maio, informou o sindicato IG Metall depois de uma quarta rodada de negociações.

O acordo reflete uma batalha vencida pelo IG Metall, que representa cerca de 3,9 milhões de funcionários industriais da Alemanha, depois da ameaça de greves generalizadas no começo deste mês.

O sindicato ameaçou paralisar a produção de veículos na Volkswagen, provocada por oferta da diretoria do grupo para aumentar o salário de operários das fábricas ocidentais da Alemanha em no máximo 2,2% ao longo de 12 meses, contra os 6% pretendidos pelos trabalhadores.

Como parte do acordo, a Volkswagen revelou quarta-feira (21), que os trabalhadores das instalações do oeste da Alemanha também receberão um pagamento adicional equivalente a 27,5% do salário mensal uma vez por ano a partir do próximo ano. Alternativamente, eles podem escolher tirar seis dias de folga em vez de receber a bonificação, disse IG Metall.

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Mudanças para carros elétricos

O sindicato também promoveu melhorias no sistema de pensões corporativas da VW e mais contratação de operários-aprendizes para ajudar a lidar com uma mudança da indústria para veículos elétricos e tecnologia de modelos autônomos.

Como a VW enfrenta bilhões de euros em custos de multas em relação ao seu escândalo de motores a diesel, bem como em investimentos enormes para o seu posterior plano de transformação, as demandas haviam sido descartadas.

Em vez disso, foram oferecidos aumento de salários em 3,5% e 2% subsequentes como parte de uma proposta de contrato salarial cobrindo 30 meses.

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