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Fiat 500X polui 22 vezes mais que o permitido, acusa ONG alemã

Daniel Messeder/Carplace
Feito sobre a mesma base do Jeep Renegade, Fiat 500X é alvo de ONG Imagem: Daniel Messeder/Carplace


Em Berlim (Alemanha)

09/02/2016 19h38

A ONG alemã DUH (sigla para Grupo Alemão de Proteção Ambiental) intensificou sua campanha contra montadoras nesta terça-feira (9), ao acusar o crossover Fiat 500X de emitir níveis excessivos de compostos tóxicos derivados do diesel.

Citando testes realizados pela Universidade de Ciências Aplicadas em Bern (Suíça), o diretor-técnico da ONG Juergen Resch, afirmou em entrevista coletiva que o Fiat 500X, modelo equipado com motor diesel adequado ao padrão Euro 6 (último protocolo da Uniâo Europeia para consumo e emissões), tinha níveis de emissões de óxido e nitrogênio que estavam entre 11 e 22 vezes os limites legais quando testados com o motor aquecido.

Segundo o dirigente da DUH, o  Fiat 500X teve emissões excessivas em todas as oito repetições realizadas no dinamômetro. O modelo ultrapassou o limite legal de 80 miligramas apenas durante dois testes com o motor frio depois de "pré-condicionamento específico", disse o grupo.

Antes de acusar a Fiat-Chrysler e seu 500X, o grupo DUH já havia acusado Opel, Renault e Mercedes-Benz de violar os níveis de emissões. 

"As violações extremas dos níveis de emissões de NOx que foram detectados no Opel Zafira, no Renault Espace, e no Mercedes Classe C, e agora vistas no SUV da Fiat, não são tecnicamente plausível e apontam para o uso de dispositivos manipuladores", disse o ativista Axel Friedrich.

A FCA não quis comentar desta vez, mas afirmou, na última semana, que seus veículos a diesel não possuem dispositivos fraudulentos e que, enquanto os níveis de emissão podem variar dependendo das condições de condução, sistemas de controle dos carros funcionam da mesma maneira e nas mesmas condições, quer em laboratório ou no estrada.

A montadora acrescentou no momento em que seus veículos a diesel são testados dentro dos limites regulamentares, segundo o ciclo de testes prescritos pela legislação europeia.

Na França, a Renault comprovou excesso de emissões em testes terá de fazer o reparo de 15 mil unidades do crossover Captur, enquanto analisa outros modelos equipados com motores a diesel.

Divulgação
Renault Captur francês a diesel está poluindo demais e terá recall Imagem: Divulgação
Nova metodologia pode surgir

Diversas fabricantes negam estar agindo ilegalmente, mas reconhecem que alguns modelos podem apresentar níveis mais elevados de poluentes, quando testados em condições que mais semelhantes às do mundo real do que com as normas estabelecidas em regime de teste laboratorial.

Legisladores europeus apoiaram, no início deste, proposta de criar métodos de teste mais rigorosos para corte de emissões globais, mas que em algumas circunstâncias ainda permitem a superação de 50% do limite máximo legal de óxido de nitrogênio de 80 miligramas/km.

Autoridades europeias estão investigando diversas montadoras, mas até agora apenas a Volkswagen foi acusada de comportamento ilegal, após ter admitido o uso de software para manipular emissões resultados do teste em um laboratório. A marca alemã adiou seu balanço financeiro de 2015, já que está comprometida e reparar carros em todo o mundo, inclusive no Brasil, e ainda arcar com multas e indenizações com total bilionário. 

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