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VW fraudou testes de emissão em outros motores, dizem fontes

Tobias Schwarz/Reuters
Esquema teria sido expandido a outras três famílias de propulsores fora a EA189, movida a diesel; não há informações, contudo, sobre se unidades a gasolina estariam envolvidas Imagem: Tobias Schwarz/Reuters


Em Berlim (Alemanha), Los Angeles e Detroit (Estados Unidos)

19/10/2015 08h40

A Volkswagen desenvolveu versões do software que burlava testes de emissão de poluentes para manipular dados de outros três tipos de propulsores fora a família EA189 a diesel, disseram à "Reuters" três pessoas próximas ao tema.

Segundo os informantes, sendo um gerente do grupo e uma autoridade próxima à investigação feita pela justiça dos Estados Unidos, a companhia teria fraudado ao todo quatro famílias de motores. Entretanto, a reportagem não especifica quais seriam as outras três.

Se confirmada a informação, aumentam as suspeitas que um número maior de executivos e funcionários fizessem parte do esquema. De acordo com especialistas da indústria, seria preciso financiar continuamente uma equipe que desenvolvesse diferentes vertentes de um mesmo programa.

"Saber o número de pessoas envolvidas é questão central para investidores, porque pode afetar o tamanho das multas e a amplitude das mudanças na administração da empresa", disse Arndt Ellinghorst, analista da consultoria Evercore ISI.

"Quanto mais gente de alto escalão estiver envolvida, mais a companhia será considerada responsável e merecedora de punições", acrescentou Brandon Garrett, especialista em crime corporativo da Escola de Direito da Universidade de Virgínia, nos Estados Unidos.

Por enquanto, a única pista foi dada pela promotoria alemã, que declarou haver "menos de 10" diretores ligados ao caso.

Empresa segue investigando

Procurados, porta-vozes na Europa e nos Estados Unidos não quiseram comentar a apuração, afirmando que há investigações em curso tanto na empresa como por autoridades nas duas regiões. "Estamos trabalhando intensamente para investigar quem sabia o que e quando, mas ainda é muito cedo para dizer", limitou-se a dizer um assessor da matriz em Wolfsburg (Alemanha).

Em 18 de setembro, a Volkswagen admitiu ter usado um software que identificava quando um veículo a diesel estava sendo avaliado em laboratório e, com isso, reduzia temporariamente as emissões tóxicas para obter aprovação conseguir passar nos testes de reguladores americanos e europeus. 

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