Carros

Venda de veículos despenca em agosto; Fenabrave prevê aumento dos calotes

02/09/2015 15h46

Por Aluísio Alves

SÃO PAULO (Reuters) - As vendas de veículos novos voltaram a despencar em agosto, refletindo a recessão no país e a queda na confiança do consumidor, quadro que não deve mudar pelo menos antes do final de 2016, segundo a Fenabrave, entidade que representa as concessionárias.

Em agosto, as vendas de automóveis e comerciais leves caíram 8,9 por cento sobre julho e 22,9 por cento ante agosto de 2014, a 199.853 unidades, informou a Fenabrave nesta quarta-feira.

Em caminhões e ônibus, as 7.416 unidades vendidas significaram quedas de 9,7 por cento na comparação mensal e de 44,4 por cento na anual.

"Esse desempenho reflete a recessão do país e suas consequências, com aumento do desemprego e da confiança do consumidor", disse a jornalistas o presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Jr.

No acumulado do ano, as vendas de automóveis e comerciais leves somaram 1.689 milhão de unidades, recuo de 20,4 por cento sobre janeiro a agosto de 2014. A entidade manteve a previsão de queda de 22,9 por cento para o segmento no acumulado do ano.

Em ônibus e caminhões, foram vendidas 64.762 unidades nos primeiros oito meses do ano, recuo de 40,35 por cento ante igual intervalo do ano passado. A previsão para o ano inteiro seguiu de queda de 41,75 por cento.

Para Assumpção Jr., não há expectativa de melhora do setor. Ao contrário: dados os seguidos números mostrando aumento do desemprego, a tendência é de crescimento do conservadorismo das instituições financeiras no financiamento de veículos.

"O efeito do aumento do desemprego deve pressionar mais a renda das famílias nos próximos meses", disse, acrescentando que o setor espera aumento da inadimplência nos próximos meses, mas não deu detalhes.

Atualmente, segundo a Fenabrave, apenas 3 em cada 10 pedidos de compra de veículos por financiamento são aprovados pelos bancos.

Diante desse quadro, 347 concessionárias de veículos deixaram de funcionar em 2015 até agosto, o que significou a perda de cerca de 17 mil empregos.

Mesmo assim, o estoque tem crescido. No fim do mês passado, havia cerca de 310 mil veículos à espera de compradores, incluindo os parados nos pátios das montadoras e os nas concessionárias, segundo a Fenabrave.

Segundo o executivo, há pouca expectativa de que o aumento do dólar sobre o real tenha impacto positivo relevante sobre as exportações do setor, dado que a maior parte dos embarques são para países da América Latina, que têm um mercado limitado em tamanho.

Em máquinas e implementos agrícolas, alguma recuperação pode vir a partir de dezembro, diante da expectativa de nova safra recorde no país, disse Assumpção Jr.

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