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Fiat dá férias para duas mil pessoas de Betim por 20 dias

Divulgação
Fábrica da Fiat em Betim (MG) é a segunda maior do mundo e a primeira do Brasil Imagem: Divulgação

Rodrigo Viga Gaier

Da Reuters, no Rio de Janeiro (RJ)

06/05/2015 17h43

A Fiat concederá férias coletivas de 20 dias a dois mil metalúrgicos de sua fábrica em Betim (MG) a partir da próxima segunda-feira (11), informou a empresa nesta quarta-feira (6). Esta é a quarta medida de ajuste de produção tomada pela marca neste ano diante da fraqueza das vendas do mercado brasileiro.

A planta mineira tem cerca de 19 mil funcionários e já havia feito paradas técnicas nos feriados da Páscoa e de Tiradentes, após passar por um período de férias coletivas mais cedo em 2015.

O volume de carros que deixarão de ser produzidos durante a parada não foi informado. Segundo o sindicato dos metalúrgicos de Betim, a sede trabalha atualmente com ritmo de produção de 2.400 carros/dia e o período de férias pode representar em um corte de 500 veículos/dia. A fábrica produz praticamente todos os modelos nacionais da Fiat.

Outras marcas também sofrem

A decisão da Fiat ocorre depois que a Volkswagen paralisou sua fábrica em São Bernardo do Campo (SP) por 10 dias, concedendo férias para 8 mil metalúrgicos -- de 13 mil da unidade, segundo o sindicato local.

"Vivemos um grande problema não só em Minas, mas também em São Paulo e no Brasil. Estamos preocupados porque são férias atrás de férias e, se nada for feito pelo Governo Federal, isso pode se transformar em demissões", disse o presidente do sindicato de Betim, João Alves de Almeida.

A Fenabrave (associação dos concessionários) divulgou que as vendas de veículos novos despencou mais de 25% em abril se comparado ao mesmo mês de 2014.

O momento difícil da indústria automotiva contribui para o desempenho ruim em vendas. Com peso de 10% na pesquisa industrial mensal e repercussão sobre nas cadeias de peças, partes, borracha, plástico e químicos, o segmento de veículos acumula perda ao longo de seis meses de 19,4%, de acordo com o IBGE.

"Esse é um setor de peso e de muito encadeamento. O comportamento carrega outros setores. Os padrões de estoque estão elevados, as empresas tentam adequar sua produção à demanda e por isso há impacto sobre os trabalhadores", disse o economista, André Macedo, do IBGE, à Reuters.

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