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Fiat para produção em Betim (MG) para ajustar estoques

Divulgação
Fábrica da Fiat em Betim é a segunda maior do mundo e a maior do Brasil Imagem: Divulgação


Rodrigo Viga Gaier

Do Rio (RJ)

31/03/2015 17h35

A fábrica da Fiat em Betim (MG) vai parar produção entre a próxima quarta-feira e a segunda-feira da próxima semana para ajustar níveis elevados de estoques, informaram sindicato local e a própria empresa nesta terça-feira (31).

A entidade comentou que o ritmo de produção atual está 2 mil carros por dia ante pico de 3.400 registrado alguns anos atrás. Os cerca de 16 mil funcionários da fábrica mineira serão dispensados nos dias parados sem corte de remuneração.

A fábrica da Fiat em Betim tem capacidade de produzir cerca de 800 mil veículos ao ano. A unidade produz veículos populares como Fiat Uno e modelos de gama mais elevada como Bravo e Linea. No começo do mês, a montadora já havia concedido férias coletivas a aproximadamente 2 mil empregados de Betim. Eles voltaram ao trabalho nesta segunda-feira.

Na véspera, a Volkswagen concedeu férias coletivas a 4.200 de 5 mil funcionários de sua fábrica em Taubaté, no interior de São Paulo, paralisando a unidade até 18 de abril. A decisão veio também para adequar volume de produção à demanda do mercado.

Feriado prolongado

Segundo a empresa, o calendário de 2015 já previa que os funcionários não teriam expediente no feriado prolongado da Sexta-Feira Santa, mas não previa parada também na quarta e quinta-feiras.

"Trata-se de uma parada técnica para ajustar estoque à demanda mais baixa", disse à Reuters um representante da montadora.

Os níveis dos estoques não foram revelados pela empresa nem quanto a unidade deixará de produzir durante a paralisação temporária. Porém, o Sindicato dos Metalúrgicos de Betim, afirmou que calcula o estoque da montadora como suficiente para cerca de 40 dias de vendas.

"Não é uma boa notícia; isso cria uma clima de apreensão entre os trabalhadores que ficam preocupados com o futuro e com a manutenção dos empregos", disse à Reuters o presidente do sindicato, João Alves de Almeida, em referência aos estoques da empresa.

"Era natural que depois de anos de demanda forte e recordes de produção, esse freio ia acontecer... esperamos que as autoridades econômicas do país encontrem uma saída para um setor que emprega muito", acrescentou o sindicalista.

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