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VW quer atualizar sedã de luxo Phaeton, apesar de o mundo ser contra

Divulgação
Esse "Passatão" é o Phaeton, sedã de luxo da Volks que só vende bem na China Imagem: Divulgação


Andreas Cremer

Em Berlim (Alemanha)

28/01/2015 09h30

Depois de a Volkswagen ter embarcado no grande movimento de corte de custos, especialistas da indústria estão surpresos com o planejamento da fabricante de gastar milhões de euros atualizando o sedã de luxo Phaeton, de 76 mil euros (R$ 220 mil, limpos).

Projeto de estimação do presidente do Conselho, Ferdinand Piech, o Phaeton nunca bateu a meta de vendas originalmente traçada pela Volks de 20 mil carros por ano. Analistas dizem que o sedã, que custou mais de 1 bilhão de euros para ser desenvolvido e lançado em 2002, deveria ser cortado.

Os planos parecem ainda mais desconcertantes para analistas após a marca ter se comprometido a fazer uma economia anual de 5 bilhões de euros em sua marca de carros de passageiros até 2017, para ganhar eficiência e reduzir a diferença em relação à líder mundial Toyota.

Ao anunciar o "programa de eficiência" em julho passado, o presidente-executivo, Martin Winterkorn, prometeu "ação dolorosa" para reviver a marca, que viu suas margens de lucro definharem devido a uma proliferação de modelos e peças.

Geoff Robins/AFP
Novo Phaeton seria construído sobre mesma base do novo Audi Q7 Imagem: Geoff Robins/AFP
MLB

Fontes da VW disseram à Reuters que a empresa está agora planejando uma versão mais avançada do Phaeton -- descrito pelo analista Max Warburton, da Bernstein, como um dos três "carros europeus mais deficitários dos tempos modernos".

A remodelação do Phaeton irá bater de frente com o plano de corte de custos do CEO, disse o analista Arndt Ellinghorst, da Evercore ISI, acrescentando que a mudança de produção do modelo para a plataforma modular MLB poderia custar até 650 milhões de euros. A MLB é a plataforma modular de motor longitudinal, usada em modelos grandes como Audi A5, A6, A7 e A8, Q5 e novo Q7, além de Porsche Macan e Cayenne.

A VW confirmou que estava planejando um sucessor para o Phaeton, mas se recusou a comentar detalhes ou custos. A empresa não divulga dados de vendas de marcas individuais, apenas os números de produção, que mostram que fabricou 5.812 Phaetons em 2013, segundo dados anuais públicos mais recentes.

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