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EUA contabilizam mais R$ 1,8 bi de prejuízo com resgate da GM


Eric Beech

Em Washington (Estados Unidos)

30/04/2014 12h38Atualizada em 30/04/2014 14h03

O governo dos Estados Unidos teve prejuízo de US$ 11,2 bilhões (cerca de R$ 25 bilhões) com o resgate da General Motors em 2009, quase US$ 1 bi a mais do que o calculado quando as últimas ações da montadoras foram vendidas pelo Tesouro do país, em dezembro do ano passado.

Conforme divulgado pelo governo americano nesta quarta-feira (30), em relatório trimestral de um órgão regulador do Tesouro, o novo cálculo do rombo inclui uma baixa contábil de US$ 826 milhões de dólares (R$ 1,8 bilhão), executada apenas em março deste ano, referente a remanescentes investidos na "velha" GM, já que a fabricante teve de trocar sua Pessoa Jurídica para seguir na ativa.

Ao todo, o governo americano gastou US$ 50 bilhões (R$ 111,7 bilhões) para resgatar a GM, que pediu concordata após ser gravemente afetada pela crise econômica de 2008. Como contrapartida, passou a deter 61% das ações da companhia. De novembro de 2010 até o fim de 2013, efetuou a revenda dos títulos, mas só conseguiu recuperar US$ 47,8 bilhões.

Como ponto positivo, a operação -- que também envolveu US$ 12,5 bilhões (R$ 28 bilhões) para salvar a Chrysler --, garantiu a manutenção de 1,5 milhão de empregos nos Estados Unidos, segundo o Centro de Pesquisa Automotiva do país..
 

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