Carros

GM interrompe venda do Chevrolet Cruze turbo nos EUA sem revelar motivo

Ben Klayman

Em Detroit (EUA)

28/03/2014 13h24Atualizada em 28/03/2014 20h16

A General Motors afirmou nesta sexta-feira (28) ter orientado seus revendedores e concessionários a parar de vender algumas versões do sedã Chevrolet Cruze nos Estados Unidos, mas não revelou o motivo da decisão. Além disso, a GM anunciou, no final da tarde, que está ampliando o total de unidades envolvidas no megarrecall da ignição de 1,7 milhão para 2,2 milhões.

A maior montadora dos Estados Unidos disse que as versões afetadas do Cruze são dos modelos 2013 e 2014 equipadas com o motor turbo de 1,4 litro. Esta configuração com motor turbodiesel, com 138 cv, tem preço inicial de US$ 18.815 (cerca de R$ 43.300 limpos, sem impostos e taxas).

Além dela, o mercado americano tem ainda o Cruze com motor a gasolina aspirado de 1,8 litro e 138 cv (semelhante ao Ecotec usado no Brasil, mas que não pode consumir também 100% etanol) com preço inicial de US$ 17.520 (R$ 39.680); e uma opção mais esportiva, também com motor turbodiesel, mas de 2 litros e 151 cv, com preço inicial de US$ 24.985 (perto de R$ 56.600). 

Apesar de não especificar a falha e de orientar que os carros não sejam vendidos, a fabricante afirma que o sedã com motor turbo 1.4 não será chamado para recall. O Cruze, que nos Estados Unidos é tratado como carro compacto, é o modelo mais vendido da Chevrolet em todo o mundo.

De acordo com a GM, a falha afeta unidades do motor turbo de lotes que ainda não foram vendidos -- os carros estariam nos pátios de algumas lojas ou ainda na distribuição.

  • Reuters

    O que restou do Cobalt 2005 de Megan Phillips, acidentada em 2006, no Estado de Minnesota; ela se feriu e as duas amigas que estavam com ela morreram, gerando uma culpa que só passou quando a GM admitiu que a ignição do modelo Chevrolet tinha falhas

FASE RUIM
Também nesta sexta-feira, a GM anunciou que o recall gigante de modelos mais antigos para substituir ignições defeituosas envolve 2,2 milhões de unidades, não mais 1,7 milhão de carros como se acreditava até então. Deste total, 824 mil estão apenas nos Estados Unidos.

O defeito está ligado a pelo menos 12 mortes e gerou, na última semana, o primeiro processo -- a ação foi aberta em nome de três adolescentes que morreram ou ficaram severamente feridas após um acidente ocorrido em 2006 com um Cobalt 2005 que se desligou sozinho em movimento.

Além deste caso, a fabricante anunciou no começo de março o recall de mais 1,7 milhão de unidades por falhas em equipamentos de segurança -- cintos, airbags e freios -- e pode até ter de se explicar em CPI que pode ser aberta pelo Congresso americano.

A fase ruim levou a presidente global da montadora, Mary Barra, a emitir pedido formal de desculpas e a nomear um chefe global responsável pela segurança dos carros fabricados. (Com Redação do UOL, em São Paulo)

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