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GM é processada por mortes e ferimento grave no caso do Cobalt americano

Divulgação
Chevrolet Cobalt americano: este é o modelo acusado de matar duas moças e ferir gravemente uma 3ª Imagem: Divulgação

Por Jessica Dye

Em Nova York (EUA)

24/03/2014 16h01

A General Motors tem sido alvo de um processo por morte ligada a problemas na ignição de um automóvel desde que anunciou um recall de 1,6 milhão de veículos em fevereiro. O processo foi aberto no fim da sexta-feira (21) no Estado norte-americano de Minnesota em nome de três garotas adolescentes que foram severamente feridas ou mortas num acidente em 2006, envolvendo um Chevrolet Cobalt 2005, um dos modelos da GM que faz parte do recall por problemas de ignição (não se trata do homônimo nacional).

A GM anunciou o recall em fevereiro, apesar de ter tido conhecimento dos problemas com a chave de ignição em 2001 e ter emitido boletins de serviço a revendedores em 2005 sugerindo soluções. A GM pediu desculpas pela forma como lidou com o recall. O processo acusa a GM de saber sobre o defeito por uma década, mas falhar em tomar as medidas necessárias para solucionar os problemas ou tirar os veículos de circulação.

  • Reuters

    O que restou do Cobalt 2005 de Megan Phillips, acidentada em 2006, no Estado de Minnesota; ela se feriu e as duas amigas que estavam com ela morreram, gerando uma culpa que só passou quando a GM admitiu que a ignição do modelo Chevrolet tinha falhas

"A GM escondeu esse perigoso defeito dos meus clientes e todos os outros motoristas do Cobalt por mais de uma década apenas para evitar o custo de um recall", disse Robert Hilliard, do escritório Hilliard Muñoz Gonzales, um advogado das famílias, em um comunicado. "A GM é culpada de trair a nossa confiança."

Um porta-voz da montadora, Jim Cain, disse que a empresa iria responder à ação no momento oportuno. "Neste momento, nosso maior foco é em fazer o recall destes veículos o mais rápido possível com o mínimo de inconvenientes para os clientes."

De acordo com o processo, a ignição do Cobalt mudou de repente de posição, fazendo com que a direção, os freios e os sistemas de airbag desligassem. A motorista, Megan Phillips, de 19 anos, perdeu o controle do carro, que saiu da estrada e atingiu uma caixa de junção de telefone e duas árvores, segundo o processo.

O acidente matou Amy Rademaker, de 15 anos, e Natasha Weigel, de 18 anos, causando ferimentos graves em Megan no cérebro e corpo, de acordo com a ação.

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