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Queda no Brasil faz Fiat reduzir projeção de lucro para 2014

Silva Junior/Folhapress
Pátio da Fiat recheado de unidades do Palio Fire em janeiro de 2014 Imagem: Silva Junior/Folhapress


Agnieska Flak, Stephen Jewkes e Isla Binnie

Em Milão (Itália) e Detroit (Estados Unidos)

29/01/2014 09h46

Uma forte queda de 7% nas vendas de veículos e comerciais leves da Fiat do Brasil em 2013, em relação ao ano anterior, foi fator decisivo para que a montadora reduzisse suas projeções de lucro para 2014.

O país é responsável por cerca de 20% das receitas da companhia e, no saldo geral do ano passado ano, emplacou 785 mil unidades. Só nos últimos três meses do ano, a queda foi de 18%, totalizando 188 mil veículos comercializados.

Tamanha queda afetou os índices de toda a América Latina, mesmo com o crescimento acentuado da Argentina. Em 2013, a Fiat registrou alta de 31% nas vendas para o país vizinho, sendo 14% somente no último trimestre. Entretanto, o número total de unidades ainda está em 111 mil, bem abaixo do mercado brasileiro.

Como consequência, a soma total de emplacamentos na AL ficou em 950 mil, 3% menor do que o aferido em 2012. O lucro anual gerado pelo subcontinente também recuou, de 1,05 bilhão de euros (R$ 3,5 bilhões) para 619 milhões de euros (R$ 2 bilhões), o que se refletiu nos ganhos globais.

No balanço do quarto trimestre de 2013, divulgado nesta quarta-feira (29), os ganhos da marca ficaram em 931 milhões de euros (R$ 3,1 bilhão). Apesar de maior do que o obtido no mesmo período de 2012 (887 milhões de euros), o número ficou substancialmente abaixo das projeções, que apontavam para 1,15 bilhão (R$ 3,8 bilhões).

Por conta do revés, a Fiat  reduziu sua estimativa de lucro para 2014, agora para a faixa de 3,6 bilhões a 4 bilhões de euros (de R$ 11,9 bi a R$ 13,2 bi). Antes, ela estava entre 4,7 bilhões a 5,2 bilhões de euros (entre R$ 15,5 bi e R$ 17,2 bi).

Como consequência, a montadora também anunciou que não pagará dividendos sobre os resultados do ano, para preservar recursos após concluir a aquisição da americana Chrysler. Tal união criará a sétima maior fabricante de veículos do mundo.

Com a crise do mercado europeu, que já dura seis anos, a América Latina e a compra da Chrysler são pontos cada vez mais importantes para a Fiat. Ainda nesta quarta, a montadora italiana deve anunciar onde vai sediar o grupo combinado Fiat-Chrysler.

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