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Presidente da Chrysler diz que IPO não é a melhor forma de investir na empresa

Bernie Woodall<br>Deepa Seetharaman

09/10/2013 21h46

O presidente-executivo do Grupo Fiat-Chrysler, Sergio Marchionne, desencorajou os investidores em uma conferência na semana passada a participar da oferta pública inicial de ações (IPO) da empresa -- um processo forçado no mês passado pelo segundo maior acionista da fabricante de automóveis.

Marchionne, que também é presidente-executivo da Fiat, disse que a Chrysler tem um atraente futuro financeiro, incluindo previsões de uma margem de lucro de 7% a 8% até 2015, de acordo com nota publicada na última terça-feira (8) pela empresa de pesquisa Bernstein Research.

Mas ele "não acredita que investir via esse IPO parcial seja o caminho mais atraente para os investidores", disse o analista da Bernstein Max Warburton sobre os comentários de Marchionne a investidores da empresa de pesquisa em conferência na semana passada em Londres. Ele acrescentou que Marchionne disse implicitamente que investir na Fiat ou na joint-venture Fiat-Chrysler mais para frente seria uma aposta melhor.

Marchionne quer evitar um IPO fazendo a Fiat comprar todas as ações da Chrysler de um fundo garantidor de pensões que atualmente detém 41,5% da Chrysler. A Fiat detém o restante, 58,5%.

O fundo de pensão, conhecido como VEBA, recebeu uma fatia na Chrysler como parte do terceiro maior resgate a montadoras ocorrido nos Estados Unidos em 2009. O acordo de resgate permite à VEBA forçar a Chrysler a abrir capital com o objetivo de atingir o maior dividendo possível.

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