Carros

MAN vende 5.200 veículos para governo e amplia aposta em extrapesados

Alberto Alerigi Jr.

Em São Paulo (SP)

24/09/2013 16h28

A MAN Latin America, empresa do grupo Volkswagen, anunciou nesta terça-feira que vendeu cerca de 5.200 caminhões e ônibus em licitações para os governos federal e do Estado de São Paulo, num faturamento previsto de cerca de R$ 1,2 bilhão.

Segundo o presidente da companhia, Roberto Cortes, o volume corresponde a vendas de 1.747 caminhões para o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), além de 2.603 ônibus para a Secretaria de Educação do Estado de São Paulo. Em agosto, a companhia já tinha divulgado que havia vencido licitação para fornecer 860 caminhões para o Exército.

O executivo afirmou que o volume de veículos corresponde a cerca de 10% a 15% da produção da companhia, que está investindo R$ 1 bilhão entre 2012 e 2016 para ampliar modelos disponíveis no país e capacidade produtiva.

Parte dos investimentos foi dedicada ao aumento da aposta no segmento de caminhões extrapesados, que no Brasil tem gerado encomendas pelos setores agrícola e de mineração. A montadora lançou nesta terça-feira um modelo de caminhão extrapesado com 420 cavalos de potência, ampliando a oferta que antes ia até motores de 390 cavalos.

Cortes afirmou que a expectativa da MAN para as vendas do mercado brasileiro de caminhões este ano é de crescimento de 9% a 10%, recuperando-se em parte da queda de cerca de 20% sofria pelo mercado no ano passado.

A previsão para a companhia é ligeiramente maior que a estimativa da associação de montadoras de veículos, Anfavea, que no início do mês projetou crescimento de 7,9% nas vendas de caminhões no Brasil em 2013.

"A tendência é que o segmento de extrapesados continue crescendo, ainda mais porque para o ano que vem teremos um novo recorde na safra agrícola", afirmou Cortes em entrevista à Reuters.

"O crescimento do mercado em 10% é bastante interessante, (2013) vai ser o terceiro melhor ano da história, perdendo para 2010 e 2011", disse o executivo.

Ele afirmou que espera que o governo renove o Programa de Sustentação do Investimento (PSI), atualmente previsto para ser terminar em dezembro. O programa do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) dá crédito com taxas reduzidas para compra de bens de capital, incluindo caminhões, e tem ajudado o setor automotivo, segundo a indústria.

"Seria um problema tirar o incentivo", disse o executivo, que estima um crescimento das vendas de caminhões pelo mercado brasileiro em 2014 de cerca de 5%. "Ano que vem vai ser de crescimento mais natural, porque este está sendo de recuperação", afirmou.

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