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Montadoras de veículos apostam em alta de vendas após 1o tri fraco

Leonardo Soares/UOL
Em relação a fevereiro, produção cresceu 39%; no trimestre, setor registra produção 12% maior que 2012 Imagem: Leonardo Soares/UOL

Alberto Alerigi Jr.

Em São Paulo (SP)

04/04/2013 11h04

Por Alberto Alerigi Jr.

SÃO PAULO, 4 Abr (Reuters) - As vendas de veículos novos no Brasil tiveram alta anual de apenas 1,5 por cento no primeiro trimestre, mas a indústria manteve nesta quinta-feira expectativa de que o setor terá crescimento de até 4,5 por cento em 2013, apoiado na prorrogação da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

Segundo a Anfavea, o resultado do trimestre foi influenciado por um desempenho abaixo do esperado em março, que registrou uma queda de 5,5 por cento no volume total de licenciamentos sobre o mesmo mês de 2012. O resultado de março foi fortemente influenciado pelo menor número de dias úteis em relação a março de 2012, por conta do feriado de Páscoa que neste ano caiu em março, e no ano passado foi em abril.

Levando em consideração a média diária por dia útil, as vendas de março foram 4 por cento maiores que no mesmo período de 2012, com a venda de 14.196 unidades por dia útil. Já no trimestre, a alta foi de 6,6 por cento no mesmo tipo de comparação, com o licenciamento de 13.841 veículos por dia.

"Março foi bom, mas esperávamos que fosse melhor (...) com a manutenção do IPI temos confiança de ter crescimento no ano entre 3,5 e 4,5 por cento", disse Cledorvino Belini, em sua última entrevista a jornalistas como presidente da Anfavea antes da troca no comando da entidade prevista para o fim deste mês. "Nos próximos meses teremos que vender mais."

O governo anunciou no sábado a prorrogação das alíquotas reduzidas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para automóveis até o final do ano, numa medida considerada pela Anfavea como "preventiva" diante do tombo nas vendas registrado no primeiro semestre de 2012.

Belini afirmou que a medida é importante para a economia do país, já que o setor representa 23 por cento do Produto Interno Bruto industrial. Segundo ele, a Anfavea manteve discussões com o governo federal antes do anúncio da prorrogação do benefício e nas reuniões "explicamos que para termos um crescimento de 4,5 por cento nas vendas, seria importante deixar o IPI como está".

Segundo ele, não foram discutidas garantias de emprego no setor durante a extensão do benefício já que a expectativa é de crescimento das vendas.

"Tendo mercado, o governo sabe que tem emprego. Não houve contraparte, não discutimos isso (manutenção do nível de emprego), nossa meta é crescer", disse Belini.

PRODUÇÃO CRESCE

Enquanto as vendas engatinharam no trimestre, a produção cresceu 12 por cento sobre um ano antes, para 827,7 mil unidades, no melhor desempenho já registrado pelo período.

Na média diária, a produção teve um avanço ainda maior, crescendo 17,7 por cento nos três primeiros meses do ano, para 13.795 veículos.

Segundo Belini, parte desse crescimento pode ser creditado à fraca base de comparação com o ano passado, quando o volume total de produção chegou a recuar cerca de 11 por cento. O presidente da Anfavea também afirmou que o setor iniciou o ano com estoques reduzidos, o que incentivou a produção num ritmo mais acelerado.

A indústria encerrou março com estoques de 330.545 veículos, um crescimento de cerca de 6,5 por cento sobre fevereiro, nível considerado por Belini como "perfeitamente ajustado ao mercado".

Isoladamente, a produção de caminhões, um dos indicadores do nível de investimento na economia, cresceu 6,6 por cento em março sobre um ano antes e 39 por cento no primeiro trimestre, para 16.948 unidades.

O aumento da produção de caminhões ocorreu apesar da queda de 10 por cento nas vendas em março e de 8,7 por cento nos licenciamentos do segmento no trimestre.

Para Belini, porém, o segmento de caminhões está mostrando tendência de crescimento diante de uma carteira de pedidos elevada, o que incentiva a Anfavea a manter expectativa de aumento nas vendas no ano entre 7 e 7,5 por cento.

O segmento acumulou queda de 19,5 por cento nas vendas em 2012, quando uma mudança na legislação de emissões de poluentes obrigou a produção de veículos com motores mais limpos, mas mais caros, o que causou acúmulo de estoques e queda de produção.

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